Home - Convergência Digital

5G exige muito espectro para entregar tudo que se espera da tecnologia

Convergência Digital - Carreira
Da Agência Telebrasil - 22/05/2019

A revolução prometida pelo 5G, mais do que apenas uma evolução do 4G, está diretamente ligada à quantidade suficiente de espectro nas diferentes camadas de radiofrequências já previstas para a nova onda tecnológica. Este foi um ponto de convergência entre prestadoras, fornecedores e do órgão regulador, a Anatel, que discutiram o assunto na sessão temática Espectro para 5G: um roadmap necessário, realizado no Painel Telebrasil 2019, nesta terça-feira, 21/05, em Brasília.

“Temos que nos preocupar com que a experiência do usuário no 5G seja adequada e represente algo diferente, que não seja mais do mesmo. Para isso vamos precisar de larguras de faixas superiores ao 4G, destacou o gerente de Espectro da agência reguladora, Agostinho Linhares.

O consultor de Tecnologia de Rede da Claro, Carlos Camardella, disse que há uma grande expectativa em cima do 5G e sem frequência será impossível cumprir o que está se anunciando como os ganhos da nova tecnologia. “O que o usuário deseja, de tanto ouvir possibilidades, é mais banda, maior franquia, ou mesmo nenhuma franquia. E está disposto a pagar um pouco mais por isso”, ressaltou.

Para endereçar essas preocupações, os planos da Anatel preveem leiloar, em março de 2020, 300 MHz na faixa de 3,5 GHz; 90 MHz em 2,3-2,4 GHz; e 3.200 MHz na faixa de 26 GHz. O desenho, até aqui, agrada as prestadoras de serviços de telecomunicações.

“A gente fica feliz quando a Anatel separa 300 MHz para a banda de 3,5 GHz. Estamos muito otimistas também pelas ondas milimétricas, especialmente porque em um país como o nosso, com muita deficiência de fibra óptica, as bandas mais altas vão potencializar o backhaul wireless”, lembrou o diretor de Relações Institucionais da TIM Brasil, Leandro Guerra.

Como afirmou o diretor da Qualcomm, Francisco Soares, “a quantidade mínima recomendada em 3,5 GHz é de 80 a 100 MHz por operadora para ter eficiência na conectividade. Na faixa milimétrica, de 800 MHz a 1 GHz é o ideal. Então, essas coisas tem que ser levadas em conta na preparação do edital.”

Para Roberto Falsarella, diretor de Novas Tecnologias e Desenvolvimento de Negócios da Nokia, o desenho indicado pela Anatel e defendido pela indústria também ajudará nos investimentos. “Especialmente nas faixas intermediárias, como 3,5 GHz, será possível usar o arranjo MIMO e, além da largura de banda maior, será possível uma cobertura similar com o reuso do grid macrocelular."

*Fonte: Agência Telebrasil

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

18/09/2019
TVs defendem migração da banda C para Ku e calculam custo em R$ 2,9 bilhões

09/09/2019
Na América Latina, 33% da população ainda não têm acesso ao celular

06/09/2019
TIM, Ericsson e Inatel inauguram laboratório 5G

06/09/2019
Brasil terá um ganho de R$ 40 bilhões por uso de faixas milimétricas no 5G

04/09/2019
Samsung anuncia produção de chip integrado 5G para celular

29/08/2019
Teles temem disparada no preço do leilão 5G

28/08/2019
EUA e Austrália pressionam Brasil sobre riscos à segurança nacional com o 5G

26/08/2019
Algar Telecom testa 5G em laboratório na faixa de 3,5GHz

23/08/2019
América Latina tem menos de 20% de espectro disponível para novos serviços móveis

21/08/2019
5G vai chegar a quase 60% da população em 2025

Destaques
Destaques

América Latina tem menos de 20% de espectro disponível para novos serviços móveis

Mesmo o Brasil, que tem 609 MHz de espectro destinado aos serviços, fica bem abaixo dos 1960Mhz recomendados pela União Internacional das Telecomunicações (UIT) para 2020.

5G vai chegar a quase 60% da população em 2025

Tecnologia vai crescer muito mais rápido do que qualquer outra geração sem fio, revela estudo de megatências feito pela Huawei. O estudo também prevê que o volume anual de dados globais chegue a 180 ZB (1 ZB = 1 trilhão de GB).

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Carro autônomo: decisões baseadas em dados vão evitar acidentes?

Por Rogério Borili *

O grande debate é que a inteligência dos robôs precisa ser programada e, embora tecnologias como o machine learning permitam o aprendizado, é preciso que um fato ocorra para que a máquina armazene aquela informação daquela maneira, ou seja, primeiro se paga o preço e depois gerencia os danos.


Copyright © 2005-2019 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site