SEGURANÇA

Guardião Cibernético testa reação a ataques contra redes de telecom

Luís Osvaldo Grossmann ... 04/07/2019 ... Convergência Digital

As empresas de telecom, energia, sistema financeiro e nuclear, ao lado de entidades governamentais passaram dois dias defendendo as infrastruturas críticas do país nominado como ‘Topázio’ de ameaças cibernéticas. Seja um ataque ao setor elétrico que prejudica a câmara de compensação de bancária ou a tentativa de derrubada das comunicações do satélite de defesa por meio dos links de banda larga, o Exercício Guardião Cibernético testou a capacidade de resposta desses ambientes às ameaças por meio das redes. 

“No ano passado só havia eventos intra-setores. Este ano, conseguimos intersetores. Por exemplo, com um problema no setor elétrico com consequências na câmara de compensação bancaria, obrigando que as empresas de diferentes setores se inter-relacionassem para resolver o problema. Defesa cibernética é de uma importância gigantesca para a Nação e nela nenhuma corrente é mais forte que seu elo mais fraco”, afirma o comandante da defesa cibernética do Exército, general Guido Amin Naves. 

Este segundo Guardião Cibernético trouxe como novidade a participação das empresas de telecomunicações e do setor elétrico.  O primeiro, em 2018, tinha apenas as estruturas de governo e os setores financeiro e nuclear, e reunia 23 organizações e 115 participantes. Desta vez foram 40 organizações e mais de 200 envolvidos. Em telecomunicações, além a Anatel na coordenação intra-setorial, estiveram presentes Oi, Claro, Tim, Telefônica e Telebras. 

“Dobramos o Exercício do ano passado para cá e consideramos que todo o processo de montagem do exercício em si, que começou há oito meses, já estabelece uma rede de relacionamento importante intra e intersetores para aumentar nosso nível de proteção cibernética. Percebemos ganhos na interação do sistema militar de defesa cibernética com a proteção das infraestruturas críticas do país, além do ganho de maturidade que torna a nação mais resiliente”, diz o general Amin. 

Além dos novos setores, o Guardião Cibernético 2.0 contou com uma ferramenta especial, um simulador específico para o ambiente nuclear, desenvolvido pelo Centro Tecnológico da Marinha e pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo como parte de um projeto da Agência Internacional de Energia Atômica. “Esse é um projeto que começou a ser desenvolvido há dois anos e que envolve 17 instituições em 11 países, mas que foi desenvolvido aqui no Brasil”, revela o superintendente técnico da diretoria de desenvolvimento nuclear da Marinha, capitão Rodney Busquim e Silva. 

No exercício, cada empresa e organização participante constitui um gabinete de crise, com profissionais da alta administração, do setor de TI, da comunicação social e da área jurídica. “Um problema cibernético não terá necessariamente efeitos circunscritos ao espaço cibernético. Muitas vezes, há efeitos em outras áreas, por isso trazer a comunicação social e a área jurídica. E como grande moderador, a alta administração”, explica o coordenador do Guardião Cibernético, tenente coronel Walbery Nogueira de Lima e Silva.

O próximo Guardião Cibernético ficará ainda maior. “Já começamos a pensar no Guardião 3.0. E já estamos visualizando o acesso remoto de participantes, porque temos uma demanda reprimida muito grande de entidades e organizações que querem participar do exercício, sendo que fisicamente temos limitações. Vamos aumentar mais ainda a abrangência do exercício, pretendemos incluir o setor de água e transporte e se possível permitir a participação remota”, revela o general Guido Amin Naves. 


NEC - Conteúdo Patrocinado - Convergência Digital
Multibiometria: saiba como ela pode cuidar da sua segurança digital

Plataforma Super Resolution, que integra espaços físicos e digitais, será apresentada pela primeira vez no Brasil no Futurecom 2018. Um dos usuários da solução é o OCBC Bank, de Cingapura. A plataforma permite o reconhecimento instantâneo das pessoas à medida que se aproximem da agência.

Prosegur derrubou sites depois de ataques hacker por temer punição pesada da GDPR

Empresa decidiu tirar todos os sites do ar depois de ter seu sistema invadido por um ransomware.

GSI: Segurança cibernética é um assunto 'seriíssimo' e exige ações imediatas

"As empresas e os órgãos públicos precisam não só se preocupar, mas planejar e executar medidas urgentes voltadas para a segurança cibernética” advertiu o general Antonio Carlos Freitas.

Quase metade dos domínios .gov não tem segurança contra invasão de hackers

Somente 53% dos domínios do governo têm um certificado digital TSL/SSL, observa estudo feito pela fabricante DigiCert. Segundo a empresa, os dados de milhões de brasileiros estão vulneráveis por não serem criptografados.

Porto de Fortaleza fica refém de ataque hacker

Ataque ransomware pegou sistemas administrativos internos, servidores de email e neste momento muitos controles estão sendo feitos a mão. Invasão foi identificada na segunda-feira, 28 de outubro, segundo informa o site CISO Advisor.



  • Copyright © 2005-2019 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G