TELECOM

Oi e Claro afirmam que Brasil não deve aderir à guerra dos EUA contra a Huawei

Luís Osvaldo Grossmann ... 21/05/2019 ... Convergência Digital

Na guerra comercial pela supremacia no 5G, o Brasil precisa pensar nos seus interesses e não aderir ao bloqueio americano aos equipamentos de rede chineses, que miram especialmente a Huawei. Como defenderam os presidentes da Claro, José Félix, e da Oi, Eurico Teles, ao participarem de debate no Painel Telebrasil 2019 nesta terça, 21/5, o setor de telecom no país viveria um “inferno” se o governo brasileiro decidir adotar mais esse alinhamento à politica dos Estados Unidos.

“Vou ser muito claro, acho inimaginável para um país pobre como o nosso, onde se fez investimento com tanta dificuldade, e ainda tanto tem para fazer, que se pense em substituição de rede de um fabricante importante e de ponta no negócio de tecnologia no mundo. Essa não é uma conversa para nós. Isso é para os Estados Unidos, para o Reino Unido, para o Japão. Deixa eles lá e nós ficamos quietos aqui”, disparou o presidente da Claro.

“O importante é atender bem os clientes. Não acreditamos que tenha uma decisão de governo, até pelos investimentos já feitos com a Huawei. Além disso iríamos privar uma população muito grande. Tecnologia não tem pátria. Não deve ter impedimento para isso”, emendou o presidente da Oi, Eurico Teles.

Na mais recente medida dessa guerra comercial, o governo de Donald Trump decidiu incluir a Huawei na lista de empresas proibidas de adquirirem componentes tecnológicos desenvolvidos nos EUA. Antes, já decidira banir a fabricante chinesa de fornecer equipamentos de rede para o 5G no país, além de pressionar aliados a fazerem o mesmo.

Para José Félix, aderir ao veto teria impacto não apenas no futuro, mas nas próprias redes legadas, uma vez que a Huawei tem sido uma das fornecedoras constantes no Brasil. “A gente compra da Nokia, da Ericsson e compra da Huawei”, insistiu o executivo.

“No Brasil a gente vive o 4,5G, temos boa parte da rede já em 4,5 G e essa rede tem velocidades maiores que as redes convencionais. Portanto, já fizemos e estamos fazendo investimento. E fizemos investimento na Huawei. Então toda essa rede de 2G, 3G, 4G e 4,5G tem Huawei lá dentro. Seria um verdadeiro inferno para os operadores se o governo resolvesse adotar qualquer ideia de mexer nisso. O Brasil vai se meter nisso? Não faz o menor sentido”, completou o executivo.


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