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Profissional do futuro é atento e despreza a zona de conforto

Convergência Digital - Carreira
Da Agência Telebrasil - 12/07/2019

Mais do que pensar nas demandas de TICs, o Brasil precisa pensar em profissionais com bases tecnológicas mais sólidas, que possam acompanhar a rápida evolução de um mundo cada vez mais digital. “As tecnologias se reconfiguram muito rapidamente e o profissional tem de ter os elementos básicos para se reconstruir ao longo da carreira”, pontua o CEO da Logicalis para a América Latina, Rodrigo Parreira.

O executivo lembra que o mundo vive uma das mais profundas transformações econômicas de base tecnológica. Automação, Inteligência Artificial, Computação Quântica, IoT, dentre outras tendências, classificam esse período, segundo analistas, como a quarta revolução industrial. Parreira observa que há um ambiente de clara fragmentação no mundo do trabalho.

Em artigo recente, o CEO da Logicalis América Latina disse que, “em tempos de Uber, vale a pena nos perguntarmos se há uma perspectiva nos empregos clássicos ou se estamos entrando em um ambiente no qual dominarão as tarefas, anunciadas e contratadas online. Pílulas de trabalho informal, muito específicas, que compõem projetos maiores e são baseadas em conhecimentos e competências limitadas àquela atividade.”

No texto, o executivo assinalou ainda que “é fundamental, hoje, por conta da transformação digital, entender a velocidade com que essas transições no mercado de trabalho acontecerão. Se a inovação tecnológica for muito mais rápida do que sua reacomodação, veremos consequências sociais e políticas graves nos próximos anos, com crescimento do desemprego e da exclusão. Poucos governos – a nível mundial e, em particular, na América Latina – parecem entender a natureza desse processo.”

À Agência Telebrasil, Rodrigo Parreira enumera uma qualidade para o profissional do futuro: o poder de síntese terá de ser maior do que o da análise, o que significa apostar na inovação, na criatividade e no novo para reconfigurar a tecnologia. “Acredito fortemente na convergência da tecnologia com o lado humano. Temos é que instigar a interação da melhor forma possível para criar o valor desejado.”

Os profissionais capacitáveis são, hoje, o objeto de consumo das empresas, sejam elas de TICs ou não, uma vez que, ao fim do dia, são eles que serão moldados para a construção dos negócios. Mas Parreira admite: profissionais capacitáveis, ou seja, aqueles que são uma boa matéria-prima para evolução, estão escassos, em especial, na América Latina. Assistam à entrevista com o CEO da Logicalis América Latina, Rodrigo Parreira.

TICs - Tecnologias da Informação e Comunicação

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Por Breno Santos*

A transformação digital ainda é um desafio para muitas empresas no Brasil e a aplicação estratégica das novas soluções deve acontecer por meio de equipamentos e mão de obra qualificada.

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TICs vão demandar 700 mil novos profissionais na Indústria em cinco anos

Dados são do Mapa do Trabalho Industrial, feito pelo SENAI, que indicam ainda a urgência na qualificação de 10,5 milhões de trabalhadores em ocupações industriais por conta da indústria 4.0. Um dos especialistas em alta é o condutor de processos robotizados, com um incremento de 22% no número de vagas.

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A posição é defendida pelo diretor geral da Robert Half, Fernando Mantovani. Segundo ele, acumular tarefas e colocar prazos em conflito é um risco alto.

Técnicos são os que mais procuram especialização em Big Data

Cursos voltados para desenvolvimento Full Stack e Segurança Cibernética também são bastante demandados. No caso do big data, dos alunos formados nesta área, 45% possuem mais de 10 anos de experiência (sênior); 36% até nove anos (pleno) e 19% até três anos (recém-formados).

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