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Um quarto dos programadores e desenvolvedores não tem curso superior

Convergência Digital - 06/08/2019

A pesquisa Stack Overflow Developer Survey Results 2018 — que entrevistou mais de 100 mil desenvolvedores e programadores em 183 países — aponta que a maioria dos profissionais que atuam nessas posições (87%) aprende novas habilidades de maneira informal, principalmente via cursos online ou buscando informações por conta própria.

Investir em cursos de capacitação com foco nas tecnologias mais utilizadas atualmente é uma das saídas encontradas por profissionais que desejam trabalhar no setor — cujo número de vagas cresceu 300% no Brasil em fevereiro de 2019, segundo levantamento da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Paraná (Assespro/PR).

Eduardo Varela, CEO da Codenation, startup voltada para a educação tecnológica, salienta que segue o abismo entre o que o mercado precisa e o que é ensinado nos métodos tradicionais. "Essa distância é maior do que imaginávamos. É fundamental investir na capacitação profissional, para que as pessoas da área de desenvolvimento se mantenham atualizadas e aptas para atuar no mercado".

Um estudo realizado pela plataforma Love Mondays mostra que há empresas brasileiras dispensando a obrigatoriedade do diploma na hora de contratar. Segundo os gestores de RH entrevistados, essas organizações optaram pela não obrigatoriedade por fatores de diversidade e técnicos. A prática já é comum nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa realizada pelo Stack Overflow, um quarto dos programadores e desenvolvedores entrevistados não têm ensino superior completo.

A Supero, empresa catarinense de tecnologia, acredita que o caminho para a qualificação dos seus profissionais é investir em cursos internos e externos. Neste ano, a equipe já passou por treinamentos em UX, Docker, Itil e Machine Learning. Além de cursos de desenvolvimento de líderes e Agile Coach. No processo seletivo, candidatos sem diploma em um curso superior não são desclassificados.

"Avaliamos profissionais com perfis arrojados, flexíveis, entusiastas de tecnologia e com mindset ágil. Os profissionais de tecnologia de forma geral são bastante autodidatas e é isso que buscamos. Temos bons profissionais que ainda não finalizaram a graduação, assim como temos profissionais com MBA e mestrado. Nosso time é bastante mesclado", afirma Bárbara Vieira, coordenadora de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) da Supero. Hoje, dos 124 profissionais da empresa, cerca de 20% não concluíram a graduação.

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