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Equipe brasileira brilha em competição de Inteligência Artificial nos EUA, mas precisa de dinheiro para disputar a grande final

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Convergência Digital - 03/06/2019

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) representará o Brasil na final da Artificial Intelligence Robotic Racing (AIRR), corrida inédita de drones autônomos que será realizada nos EUA a partir de julho. Depois de derrotar mais de 400 equipes de todo o mundo na fase classificatória da competição, o time mineiro está entre os nove finalistas do torneio, que irá pagar US$1 milhão ao primeiro colocado.

Os vencedores serão aqueles que programarem os drones para que eles completem os percursos no menor tempo possível, passando por uma sequência de "gates" – portais distribuídos em diversos pontos da arena onde as provas serão realizadas. "Representar o país nesta competição é motivo de muito orgulho e de grande responsabilidade. Somos o único time da América Latina classificado e iremos enfrentar desenvolvedores das melhores instituições de pesquisa em robótica do planeta", diz Henrique Machado, aluno de mestrado da UFMG e bolsista do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Sistemas Autônomos Cooperativos (InSAC), sediado na USP, em São Carlos (SP).

Para chegar à final, os brasileiros passaram por uma etapa preliminar realizada virtualmente. Nesta fase, competidores de dezenas de países desenvolveram algoritmos para controlar a trajetória dos veículos aéreos não tripulados e testaram seus códigos em um simulador de drones criado pelo Massachusetts Institute of Technologies (MIT). O programa foi capaz de gerar no computador um ambiente semelhante ao que será encontrado na AIRR, e os nove algoritmos que obtiveram melhor desempenho foram selecionados por uma renomada banca de juízes da academia, governo e indústria, todos especialistas em sistemas autônomos e inteligência artificial.

Cada segundo de dedicação e esforço valeu a pena para que o time de Minas Gerais se classificasse para a final, mesmo que, para isso, algumas horas de lazer tivessem que ser comprometidas: "Passamos o carnaval inteiro programando", revela Henrique. Agora, os brasileiros voltam suas atenções para o desafio presencial da competição, que foi dividida em cinco fases – elas estão previstas para ocorrer entre julho e novembro. Os finalistas não precisarão levar seus equipamentos até o local de prova, pois os organizadores irão disponibilizar uma robusta infraestrutura que contará com drones especialmente preparados para receber os algoritmos dos participantes. O estudante da UFMG estima que os códigos de sua equipe podem levar os veículos aéreos alcançarem até 120km/h.

"A corrida de drones é um esporte futurista e uma grande atração para os jovens desse milênio, bem como para alunos do ensino fundamental e médio com interesse em tecnologia", afirma a organização do evento. A AIRR é promovida pela fabricante de produtos aeroespaciais Lockheed Martin em parceria com a Drone Racing League (DRL), liga profissional de corrida de drones pilotados por humanos que esse ano ocorrerá em agosto. Os vencedores das duas competições também se enfrentarão em uma grande disputa homem x máquina valendo U$$ 250 mil.

Batizada de XQuad, a equipe da UFMG é composta por pesquisadores de dois laboratórios da Universidade: o de Visão Computacional e Robótica (Verlab) e o de Sistemas de Computação e Robótica (CORO). Os integrantes do grupo estão em busca de apoio financeiro para arcar, principalmente, com despesas de passagens aéreas e hospedagem nos EUA. Para contribuir, basta acessar a campanha de crowdfunding na internet ou então entrar em contato pelo e-mail xquad.alpha@gmail.com.

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