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Protótipo de modem 5G da Intel faz chamadas de voz em 28 GHz

Convergência Digital - Carreira
Luís Osvaldo Grossmann - 16/11/2017

Depois de anunciar o desenvolvimento de um modem 5G, batizado de XMM 8060, ainda durante a CES, no início de 2017, a Intel deu novos detalhes sobre o projeto, já tendo um protótipo capaz inclusive de fazer chamadas de voz com a nova tecnologia, usando a faixa de 28 GHz. 

“Esse é o nosso primeiro produto ‘multi mode’, com suporte para bandas sub 6 GHz e ondas milimétricas que esperamos serão usadas por várias operadoras ao redor do mundo. O modem é desenhado para múltiplos equipamentos. Será usado em PCs, CPEs, gateways domésticos, telefones, carros e outros equipamentos de internet das coisas”, diz o vice presidente e chefe da área de produtos conectados da Intel, Chenwei Yan.

A Intel aposta forte no 5G, sendo uma das líderes no desenvolvimento da tecnologia, especialmente na busca por padrões globais. A menção aos múltiplos equipamentos que poderão funcionar com seu novo modem é defensiva, mas é certo que o 5G pode representar uma chance da gigante dos chips se tornar grande também no mercado de telefonia móvel, ainda dominado pela Qualcomm, que detém cerca de 50% desse nicho, contra algo próximo a 10% da Intel.  

Como explica a fabricante, esse novo chip baseband do modem trabalha em conjunto com um transceptor 5G que habilita tanto capacidades sub-6Ghz, quanto mmWave. E incorpora a o que o 3GPP chama de ‘5G NR’ (para new radio), com desempenhos de baixíssima latência. Segundo explicou Chenwei Yan, a Intel vez conduzindo testes com operadoras como AT&T, Verizon e a Korea Telecom. 

Segundo o também vice presidente da corporação e chefe da área de estratégia para 5G, Alexander Quach, a nova tecnologia é mais que simplesmente o passo seguinte após o 4G. Mas marca uma mudança mais significativa na própria forma de ‘computar’ dados – no que reside a confiança da Intel de que ser a campeã dos processadores fará diferença no universo 5G. 

“O 5G não é apenas conectividade de smartphones, mas de bilhões de máquinas rodando com capacidades de latência de um dígito de milissegundos. Com a evolução das redes, o datacenter, e a própria nuvem, estará ainda mais distribuído. A nuvem está se movendo mais para perto dos usuários para minimizar o tempo de viagem dos pacotes de dados, então muito processamento vai se dar nas bordas da rede. Estamos falando de carros autônomos, realidade virtual, análise de dados em tempo real”, afirma Quach. 

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