NEGÓCIOS

Brasil cai 18 posições no ranking de competitividade

Convergência Digital* ... 30/09/2015 ... Convergência Digital

O Brasil caiu 18 posições e ficou no 75º lugar na última edição do ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial, lançada nesta terça-feira, 29/09. É a maior queda de todos os 140 países analisados e o pior resultado da história para o Brasil, que chegou a ficar em 48º em 2012 e vem caindo desde então "Com um grande déficit fiscal e pressões inflacionárias em alta, a performance macroeconômica fraca do Brasil está impactando negativamente a competitividade do país. Os escândalos de corrupção minaram a confiança nas instituições", diz o texto.

O Brasil ficou atrás de todos os outros BRICS e até de economias como Vietnã (56º), Ruanda (58º) e Sri Lanka (68º). Outros emergentes também tiveram quedas expressivas, como Turquia (de 45º para 51º) e Bolívia (de 105º para 117º). O levantamento mostra ainda que nenhum país deu grandes saltos de um ano para o outro mas alguns melhoraram bem, como Irã (de 83º para 74º), Cazaquistão (de 50º para 42º) e Honduras (de 100º para 88º).

Na América Latina, os melhores colocados são Chile (35º) e Panamá (50º) e os piores são Paraguai (118º) e Venezuela (132º). O resultado é semelhante ao do ranking com menos países divulgado em maio pela escola de negócios IMD. "O Brasil de 2015 está menos competitivo do que nos últimos anos. O desafio agora é criar uma agenda positiva que deveria e poderia preparar o país de amanhã", diz Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação da Fundação Dom Cabral e responsável pela coleta e análise dos dados do ranking no Brasil.

Os 10 países mais competitivos do mundo são, na ordem: Suíça, Singapura, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Japão, Hong Kong, Finlândia, Suécia e Reino Unido.

O Fórum Econômico Mundial define competitividade como o conjunto de instituições, políticas e fatores que determinam o nível de produtividade de um país. O relatório analisa 118 variáveis em 12 pilares, dos quais o Brasil teve queda em 9. As mais acentuadas foram em quesitos básicos (como instituições, ambiente econômico, saúde e educação primária) e em sofisticação e inovação do ambiente empresarial.

O que pesou bastante neste ano foi o clima negativo do país, já que grande parte das notas vem de um questionário respondido por 197 empresários entre março e maio e que revelou uma postura bem crítica. O país ficou perto das últimas posições nos itens Instituições (121º) e eficiência do mercado de bens (128º) e do mercado de trabalho (122º).

Segundo os empresários questionados, os fatores mais problemáticos para fazer negócios no Brasil são, na ordem: nível dos impostos, regulação restritiva de trabalho, corrupção, oferta inadequada de infraestrutura e uma burocracia governamental ineficiente. O estudo projeta um crescimento de 3,3% para a economia global em 2015, menor valor desde 2009.

*Com informações de agências de noticias


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