TELECOM

Em quatro anos, telefonia celular no Brasil perdeu um em cada cinco chips

Luís Osvaldo Grossmann ... 08/02/2019 ... Convergência Digital

Com a perda de mais 7,2 milhões de chips em 2018, o mercado brasileiro de telefonia móvel chega ao quarto ano de ajuste tendo deixado para trás praticamente um quinto da base de assinantes que detinha em seu pico, em meados de 2015. Até aqui o saldo líquido é negativo em mais de 55 milhões de acessos, em um movimento que combina um empurrão regulatório com a troca da voz por dados.

No total, 2018 terminou com 229,2 milhões de chips ativos, contra mais de 284 milhões de maio de 2015. Naquele ano, o mercado começou a sentir os efeitos de uma decisão tomada pela Anatel dois anos antes, quando começou a forçar a queda da tarifa de interconexão – que muito alta, incentivava as ligações entre a mesma operadora e o uso de chips diferentes para cada caso.

Além de dispensar gradativamente os múltiplos chips, os brasileiros também começaram a migrar para planos melhores, em especial com tecnologia 4G, o que também marca a transição dos serviços focados em voz para os dados, com predominância dos smartphones e do LTE, que já representa 56% dos chips ativos. Ao mesmo tempo, os pós-pagos pularam de 28% para 43% do total.

O ajuste pegou todas as principais operadoras, ainda que em diferentes graus. A Vivo, que perdeu 1,7 milhão de chips em 2018, manteve-se líder com 73,1 milhão de linhas ativas, ou 31,9% do mercado. Claro e TIM seguem disputando o segundo lugar, com os mexicanos, que perderam 2,6 milhões de chips no ano, à frente com 56,4 milhões de acessos ativos, ou 24,6% do total.

A TIM, tendo perdido 2,7 milhões, terminou o ano na terceira posição, com 55,9 milhões de chips em serviço, e uma fatia de 24,3%. Atrás dela aparece a Oi, com 37,7 milhões de acessos ativos, o que representa 16,4% do mercado.  A operadora perdeu 1,2 milhão de chips ao longo de 2018.


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