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Celulares dobráveis dão respiro esperado à indústria de smartphones

Convergência Digital - Carreira
Ana Paula Lobo* - 07/03/2019

Os celulares dobráveis, como MATE X, apresentado pela Huawei, no Mobile World Congress, em Barcelona, foram o passo de inovação esperado para os smartphones, observa o analista de dispositivos móveis da IDC América Latina, Ricardo Mendoza. Mas há ainda pontos a serem superados, entre els, as próprias possibilidades de uso e o alto custo.

"Grande parte da superfície do celular dobrável é formada pela tela, componente mais sensível do equipamento e suscetível a quebra”, explica o analista. “A principal aposta das marcas com esses telefones dobráveis está no consumo de conteúdo em streaming e para jogos digitais, ambos acompanhados de conectividade (4G, 4,5G, 5G)”, acrescenta Mendoza.

No Brasil, O MATE X deve ficar disponível para testes das operadoras já em abril, mas a comercialização só deve acontecer no começo de 2020, segundo explicou o diretor executivo de Business Network Consulting da fornecedora chinesa para a América Latina, Guillermo Solomón. O MATE X já será compatível 5G e estará apto a funcionar na faixa de 3,5GHz, a primeira a ser leiloada no Brasil - a disputa está agendada pela Anatel para março de 2020. Com relação ao custo, o preço será bastante salgado - na Europa custará mais de 2 mil euros, ou algo em torno de R$ 10 mil no Brasil.

Para a IDC Latin America, os smartphones dobráveis também devem se adaptar a uma economia de escala; ou seja, pode-se considerar que o custo atual está relacionado à sua recente chegada no mercado, embora um smartphone com tela maior sempre implicará em um custo final maior. “Aliado ao 'boom' das telas, recursos biométricos também estão sendo implementados para garantir a segurança do equipamento e para proteger os dados do usuário, que é um problema atual e também será no futuro”, afirma Mendoza.

Para o analista da IDC, atualmente a inteligência artificial está focada nas câmeras (captura de imagens) e na bateria, mas está se dirigindo para o comportamento de uso do usuário. Saber quais aplicativos são usados e sua frequência, para conseguir prever e ajudar o usuario, é uma tendência que deve se desenvolver em maior escala até 2020.

A realidade virtual está ganhando força, não apenas em equipamentos premium, mas em dispositivos de custo médio, acrescenta o especialista da IDC. “As funções criativas dos smartphones fazem deles um instrumento diferente e permitem passar do mundo físico para o mundo virtual e vice-versa", conclui Mendoza.

*Com informações da IDC América Latina









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