Home - Convergência Digital

Jovens entre 18 e 24 anos são os mais vulneráveis à demissão

Convergência Digital - Carreira
Convergência Digital* - 21/03/2019

O mercado de trabalho é mais severo com as pessoas de 18 a 24 anos. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os jovens enfrentam mais dificuldades para conseguir trabalho e, quando empregados, são os mais vulneráveis à demissão. “A probabilidade de o jovem estando desempregado conseguir emprego é menor do que os outros trabalhadores. E uma vez empregado, a probabilidade de ele ser demitido é muito maior do que a dos outros trabalhadores. É uma conjuntura muito ruim para os jovens”, analisa a diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Maria Andreia Parente Lameiras.

De acordo com a Carta de Conjuntura publicada pelo instituto nesta nessa quarta-feira, 20/03,, o crescimento da população ocupada perdeu ritmo ao longo de 2018 e na passagem do ano. O estudo é feito com base nos dados da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre (móvel) formado pelos meses de novembro e dezembro do ano passado e janeiro deste ano, a taxa de crescimento da ocupação (trabalho formal ou informal) foi de 0,9%. Entre as pessoas de 18 a 24 anos, não houve crescimento e sim, retração de 1,3%.

Segundo Andreia Lameiras, os jovens são mais penalizados porque têm menor experiência profissional e podem demandar mais treinamento para ingressar no trabalho. “Quando a economia está em crise, e uma empresa vai dispensar trabalhadores, [o empresário] acaba por afastar aqueles que julga que a saída irá impactar menos na produtividade”. Além disso, “sempre pesa o fato de que os mais jovens não são chefes de família”, lembrou a diretora.

Lameiras ressalta que mesmo no mercado informal e no trabalho por conta própria, os mais jovens desempregados têm mais dificuldades de ingresso. Assim, agrava-se a possibilidade de que desistam de procurar trabalho, mantenham-se como dependentes, e ingressem no contingente de “desalentados”. Em janeiro, a taxa de pessoas desalentadas (todas as idades) teve alta de 6,7% na comparação com o ano anterior.

Nota do Ipea acrescenta que a lenta recuperação do mercado de trabalho, com regressão da ocupação entre os mais jovens, “vem gerando aumento no número de domicílios que declararam não possuir renda de trabalho”. De acordo com o Ipea, a Pnad do IBGE registrou cerca de 16 milhões de casas sem renda proveniente do trabalho no último trimestre de 2018, “o que equivale a 22,2% das quase 72 milhões de residências no país”. No mesmo período de 2017, a proporção era de 21,5%. Antes da recessão [final de 2013], o percentual era de 18,6%.

Fonte: Agência Brasil

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

15/07/2019
Empresa do setor imobiliário abre 100 vagas para Tecnologia em São Paulo

08/07/2019
Fintech de contabilidade abre 100 vagas

07/06/2019
Vai à sanção lei que cria Carteira de Trabalho eletrônica

06/06/2019
Empresas de TI de Santa Catarina estão com mais de 700 vagas

05/06/2019
Grupo DB1 abre 80 vagas para home office

30/05/2019
Mesmo após quatro altas, emprego na indústria eletrônica é menor que 2018

29/05/2019
Integradora de TI tem 31 vagas de TI abertas

29/05/2019
Em 10 anos, faturamento e empregos em TI no Brasil crescem mais de 70%

20/05/2019
Empresa desenvolve algoritmo que seleciona candidatos a emprego

20/05/2019
Falsas ofertas de emprego fazem o Brasil campeão de phishing

Veja mais artigos
Veja mais artigos

O futuro do trabalho colocado à prova

Por Luiz Camargo*

Novas profissões exigem também novas habilidades para acompanhar a revolução digital. Os novos empregos certamente irão demandar habilidades analíticas, matemáticas e digitais, com um toque de neurociência.

Destaques
Destaques

Detox digital:"Empresas precisam descer do salto e entender as pessoas", diz executivo da BRQ

O chefe de Pensamento Exponencial da BRQ Digital Solutions, René de Paula Jr., defende que as pessoas precisam ficar offline. “As pessoas precisam sair das telinhas e viver."

Agile reescreve a carreira do desenvolvedor de software

Ao mudar a entrega dos serviços – quebrando a prática dos longos projetos –, a metodologia também exige novos profissionais.

Banco Itaú monta estratégia para reter os melhores profissionais

O uso da metodologia Agile transformou o processo de negócios, e o desafio é conquistar e fidelizar os melhores especialistas, pontua o superintendente de Governança de Arquitetura, Processos e Práticas de TI do Itaú, Cecílio Cosac Fraguas.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Copyright © 2005-2015 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site