SEGURANÇA

Crimes cibernéticos: Brasil é passível de represália por não assinar Convenção de Budapeste

Ana Paula Lobo e Pedro Costa, do Rio de Janeiro ... 20/09/2019 ... Convergência Digital

O Brasil erra, e muito, ao não ser signatário da Convenção de Budapeste, que trata globalmente dos crimes cibernéticos, observa o consultor de Segurança Cibernética e professor da pós-graduação de Segurança Cibernétia da UniCarioca, Guilherme Neves. À CDTV, do portal Convergência Digital, durante o Rio Info 2019, realizado nos dias 16 e 17 de setembro, no Rio de Janeiro, o especialista foi taxativo: o Brasil sofre sério risco de represálias e pode ser punido mais à frente por países mais avançados no tema.

"Um tratado global é essencial para a proteção cibernética. O Brasil precisa assinar o quanto antes", observa Guilherme Neves. O especialista fala ainda das simulações que estão sendo feitas no Laboratório Nacional de Defesa Cibernética, localizado no Instituto Militar de Engenharia, no Rio de Janeiro, como simulação de ataques às barragens e as medidas de prevenção.

Quanto às empresas, Guilherme Neves diz que a maior parte ainda esconde os ataques sofridos, mas essa realidade vai mudar com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. "Doer no bolso é uma medida necessária. Só assim muitos vão entender a necessidade da transparência nessa área", diz. Assistam a entrevista com Guilherme Neves.


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Segundo levantamento das empresas de segurança Kaspersky, em todo o mundo invasões desse tipo cresceram 20.000%. Brasil é o quinto país mais atacado. 

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Campanha em nome da OTT se distribui por meio de um e-mail com o assunto "Alerta de notificação". A mensagem informa sobre uma suposta dívida acumulada em nome da vítima que pode levar à suspensão do serviço caso não sejam tomadas medidas rápidas.

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Configuração incorreta de servidores é o principal responsável pela maior parte das tentativas de invasão, reporta estudo da Fortinet. Cai o número de tentativas de golpes usando a Covid-19.

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Estudo da IBM mostra que o aumento no valor foi de 10,5% em relação a 2019. O levantamento traz uma advertência: aumentou o prazo para contenção do vazamento nas empresas para 115 dias. Credenciais roubadas ou nuvens com configurações incorretas foram as brechas para as invasões.



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