Home - Convergência Digital

Brasil contabiliza 19% dos projetos de IoT em produção na América Latina

Convergência Digital* - 25/03/2020

O tema Internet das Coisas continua crescendo e é cada vez mais relevante no Brasil e na América Latina, revela a quata edição do IoT Snapshot, produzido pela Logicalis. No Brasil, para 42% das empresas analisadas, o tema é de alta importância e a previsão é de que, nos próximos três a cinco anos, cresça para 76%. Nos demais países, a previsão de evolução é de 43% para 73%.

O estudo mostra ainda que, hoje, times diversos conduzem a IoT nas empresas. No Brasil, em 26% das companhias, as iniciativas ficam sob responsabilidade de times multidisciplinares. A pesquisa sustenta que 35% das empresas brasileiras e 24% das latino-americanas contam com alguma iniciativa de IoT e os principais benefícios do uso do IoT são: redução de custos, agilidade e eficiência operacional. Mas o levantamento mostra também que cultura organizacional e custo são os principais inibidores para adoção de IoT atualmente.

"Justificar investimentos de IoT é algo de suma importância - afinal de contas, a tecnologia deixa de ser hype e torna-se uma (ou mais uma) abordagem estratégica de busca de competitividade. Chegamos a um ponto em que as soluções de transformação digital estão prontas para realmente mudarem as empresas", afirma Yassuki Takano, diretor de consultoria da Logicalis.

Importância da IoT

No mercado brasileiro, 42% dos executivos avaliam a IoT como uma tecnologia de "alta" ou "muito alta" importância para os negócios atuais. O aumento de relevância do tema é consistente, visto que esse número é um pouco maior que os 40% apontados na pesquisa de 2019. Entretanto, a expectativa criada em 2016 ainda não foi atingida, quando 62% dos executivos acreditavam que entre 3 a 5 anos (ou seja, entre 2019 e 2021) a IoT teria "alta" ou "muito alta" importância para os negócios.

Os números também revelam que 76% dos executivos avaliam que, no médio prazo - ou seja, entre 2022 a 2024 -, a IoT terá importância "alta" ou "muito alta" para os negócios. A expectativa caiu um pouco se comparada ao ano passado, em que 82% dos executivos acreditavam na alta importância da IoT para os 3 a 5 anos seguintes.

Os demais países latino-americanos entrevistados aumentaram consideravelmente suas opiniões sobre a importância da tecnologia quando comparado com 2019. O Chile desponta como única exceção. Por lá 37% dos executivos avaliam a IoT como de "alta" ou "muito alta" importância para os negócios, 5 pontos porcentuais menos que no ano passado, mas, no médio prazo, a importância segue a tendência de aumento.

Responsabilidade e investimentos

Uma evolução que acompanha a da IoT é em relação à composição dos times que a conduzem. Agora, a tendência é de serem cada vez mais diversos. De modo geral, a área de TI está envolvida, o que mostra que, com a transformação digital e o surgimento de tecnologias disruptivas, TI vem se tornando uma área de grande relevância para as empresas, deixando de ser uma área de apoio e infra e se tornando fundamental para melhoria do negócio.

Na maioria dos casos, a gestão e implementação de projetos de IoT ainda estão sob a responsabilidade da área de TI (60%), número um pouco menor quando comparado com o ano anterior (68%). Mas é possível notar uma mudança significativa em relação aos projetos conduzidos por times multidisciplinares - especialmente no Brasil. Enquanto no ano passado apenas 3% da responsabilidade e gestão era feita por equipes compostas por profissionais de TI, negócios e inovação, hoje esse porcentual cresceu para 26%. Nos demais países estudados, apenas 9% dos respondentes afirmaram que iniciativas de IoT são de equipes multidisciplinares.

Nível de adoção

A internet das coisas vem ganhando cada vez mais espaço na América Latina. No Brasil, 35% das empresas contam com algum uso da tecnologia, enquanto na América Latina o número é 24%. O mercado brasileiro desponta ligeiramente mais maduro, ao ter a maior parte das iniciativas - 19% - já em produção. Nos demais países analisados, a maior parte das empresas (10%) está em fase de Prova de Conceito (PoC), mas o cenário é bastante equilibrado.

Já os planos de investimento em IoT ao longo dos próximos 18 meses se mostram mais contidos que em 2018. Argentina, Chile, Colômbia e México apresentam uma visão um pouco mais otimista em relação a isso. No Brasil, em 2018, 44% dos entrevistados afirmavam ter planos concretos de investir em novas iniciativas de internet das coisas; na edição 2019, foram apenas 34% dos respondentes.

Quando se avalia setorialmente o mercado brasileiro, o segmento em que mais há planos concretos de investimentos em novos projetos de IoT nos próximos 18 meses é novamente manufatura. Em segundo lugar, vem o setor de serviços, em que 33% dos executivos afirmam ter planos de investir em IoT. O número é discretamente mais alto que no último ano, quando os respondentes eram 30%. Já o agronegócio, que aparecia em segundo lugar no último estudo com 43% das empresas planejando investir em IoT, caiu para a terceira posição entre os mais interessados, com apenas 20% dos executivos tendo planos concretos.

Investir para quê?

Questionados, executivos brasileiros são diretos ao afirmar que, no topo das prioridades estão: eficiência, fontes novas de receita e suporte à tomada de decisão. Apesar do aumento de relevância da IoT nos mais diversos setores do mercado, a tecnologia enfrenta algumas barreiras como a cultural e a financeira. As incertezas do cenário econômico regional e a necessidade cada vez maior de justificar investimentos de IoT levaram 38% dos respondentes brasileiros e dos demais países a colocar o item custo como principal inibidor para a adoção dessa tecnologia. Em segundo lugar, aparece a questão da cultura organizacional, apontada por 28% dos executivos brasileiros e por 20% dos latino-americanos como principal barreira para uma adoção completa.

No tema de capacitação e preparo de equipe, os itens que aparecem como principais dificuldades enfrentadas pelos executivos brasileiros são: inteligência artificial e machine learning. Somente 12% dos entrevistados acreditam que suas equipes estão preparadas ou muito preparadas para usar essas tecnologias, enquanto 37% acreditam que seus times não estão preparados. Nos outros países analisados ocorre o mesmo.

Já em relação a temas confortáveis para os executivos estão: redes e segurança. No Brasil, 82% e 68% afirmam que seus times estão preparados ou muito preparados para essas questões. Enquanto isso, na América Latina rede e conectividade aparecem como principais itens do quesito.

A quarta edição do IoT Snapshot foi realizada em parceria com a consultoria Stratica e entrevistou, entre outubro e novembro de 2019, 256 executivos, divididos em: Brasil (146), Colômbia (34), México (32), Argentina (27) e Chile (17). A pesquisa traz um retrato fiel da maturidade da IoT no mercado Latino. O estudo completo pode ser conferido aqui.

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

09/09/2020
Anatel: Teles precisam ser claras do que querem para Internet das Coisas

02/09/2020
TIM quer parceria com startups em uso de 4G ou IoT em soluções para o campo

31/08/2020
Governo prevê isenção de taxas para Internet das Coisas e VSATs em 2021

28/08/2020
Economia promete zerar FISTEL para IoT no orçamento de 2021

24/08/2020
Sem Fistel, internet das coisas pode criar 7 milhões de empregos em cinco anos

21/08/2020
TICs,Indústria e agro pedem urgência ao Senado em votar mudanças no Fust e Fistel

18/08/2020
Covid-19 provoca um estrago no mercado de IoT no Brasil

18/08/2020
Ataques DDoS recrutam sensores IoT como drones

28/07/2020
A10 e CLM lançam laboratório de capacitação em IoT/5G

17/07/2020
Do Brasil para o mundo: IoT na irrigação de precisão

Destaques
Destaques

Claro: Sem antenas, São Paulo fica fora do 5G

CEO da Claro, Paulo Cesar Teixeira, criticou a miopia de executivos que ainda insistem em colocar restrições à implantação de antenas, como acontece na cidade de São Paulo. "5G é a grande plataforma para permitir um salto econômico mais vigoroso", advertiu.

Covid-19 não é desculpa e Brasil perde dinheiro e status ao atrasar o 5G

O mundo não vai esperar o Brasil resolver seus problemas e o 5G está acontecendo, advertiu o consultor sênior da Omdia, Ari Lopes. Governo terá de decidir se busca investimentos de longo prazo ou de curto prazo. Omdia prevê um impacto de US$ 1,1 trilhão no Brasil de 2021 a 2025.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Internet 5G traz disrupção para Telecomunicações até no modelo de negócio

Por Eduardo Grizendi*

Na RNP, estabelecemos um objetivo estratégico ambicioso – o de prover uma ciberinfraestrutura, segura, de alto desempenho e disponibilidade e, ao mesmo tempo, ubíqua, onipresente, em qualquer lugar e a qualquer hora, para nossas comunidades de educação, pesquisa e inovação.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site