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Cofundador da Uber adverte que disrupção é palavra usada pelos perdedores

Convergência Digital
Roberta Prescott - 08/06/2017

“Disrupção é a palavra que perdedores usam. Eu prefiro inovação. Nós temos que inovar. Se não inovamos, outra pessoa o fará.” Com estas palavras de impacto, o cofundador da Uber Oscar Salazar começou sua palestra no Ciab FEBRABAN, evento de tecnologia bancária que ocorre nesta semana em São Paulo. E para inovar apenas a tecnologia não é suficiente.

“Tem de pensar no modelo de negócio, imaginar todo o sistema, seu funcionamento. Esta é a base, tem de adotar esta filosofia”, disse, ressaltando que independentemente do segmento de indústria as pessoas devem prestar atenção no que a convergência de múltiplas plataformas pode proporcionar. Como exemplo, Salazar citou o comércio eletrônico que resulta da conversão de meios que já existiam, como a Internet e a logística.

Neste sentido, o próprio caso da Uber é emblemático, na medida em que a empresa inovou na maneira de pensar o transporte usando como base tecnologias existentes, como o GPS, smartphones, Internet, etc. “Quando se cria algo como a Uber, tem impacto. Mas no fim do dia é o balanço. Se fosse quantificar o impacto em números e dados, seriam mais positivos que negativos. Mas o mais importante é como está mudando a dinâmica da sociedade, que está trocando carro pelo serviço compartilhado. Ainda é cedo para dizer o impacto que a Uber terá no mundo, mas agora estou satisfeito e acho que pode ser solução para o mundo.”

Olhando para o futuro, Salazar aposta na combinação de inteligência artificial, aprendizado de máquina (machine learning) e análise de dados para criação de novos modelos de negócio com poder de transformar indústrias. “Estamos entrando em um novo espaço. Temos uma quantidade enorme de dados e apenas poucas companhias que conseguem potencializar os dados que coletam”, afirmou. “Eu vejo oferta de dados como serviço”, completou.

Atual investidor de uma série de empresas, Salazar acredita que teremos três ondas em aprendizado de máquinas. A primeira será a da automação; a segunda, a de resolver problemas de tomada de decisões; e na terceira o avanço será tanto que será a era dos carros autodirigíveis, dos robôs substituindo trabalhos humanos.

Perguntado sobre o que observa nas empresas antes de investir, Salazar respondeu que sempre pensa em consumidores em primeiro lugar e que olha para ideias simples que solucionam problemas. Ao comentar inovação na indústria financeira, Salazar frisou que as pessoas precisam dos serviços bancários, mas não necessariamente de bancos. “Bancos deveriam ser plataformas e deixar a nova geração criar serviços em cima dela.” Por fim, Salazar mostrou-se um entusiasta do blockchain. “É a maior inovação dos últimos dez anos, mas o problema é que as aplicações ainda são complexas e abstratas”, afirmou.

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