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Mercado pede ‘carência regulatória’ para Internet das Coisas

Luís Osvaldo Grossmann - 03/10/2017

As empresas de telecomunicações fizeram coro nesta terça-feira, 3/10, durante o Futurecom 2017, para pedir ao governo e à Anatel que esperem por um maior desenvolvimento da Internet das Coisas antes que seja adotado qualquer tipo de regulação para essa nova onda tecnológica. 

“Talvez o mais prático seja criarmos algo completamente novo. Temos uma situação diferente, bilhões de conexões, milhares de provedores de soluções. Uma regulamentação talvez precise ser feita ex-post. Não vamos fazer agora tentando prever quais seriam as necessidades de se regulamentar ou não. Talvez uma carência regulatória para que possamos aprender com o desenvolvimento do mercado”, resumiu o presidente da Algar, Luiz Alexandre Garcia. 

“O papel do ministério de estudar o assunto é importante para termos visão melhor do cenário. Mas estamos falando de algo diferente que a gente não sabe o que é, então temos que pensar diferente e não colocar em regulações que já existem. Vamos esperar para não regular e ver como o mercado vai florescer, ver o melhor caminho”, emendou o presidente da Abranet, Eduardo Parajo. 

De sua parte, a agência incluiu regras para Internet das Coisas no planejamento regulatório de 2018. Mas promete cautela. “A Anatel está ciente de não se antecipar a querer apresentar nenhum tipo de regulação no que diz respeito à Internet das Coisas, porque está tudo muito incipiente e a gente tem que aguardar os desdobramentos. O fundamental para a Anatel é se preocupar com a infraestrutura”, disse o conselheiro Aníbal Diniz. 

Algo, no entanto, precisará de tratamento legal. “Precisamos ter em mente que já temos país vizinho que decidiu que os dados de seus habitantes não poderão ser processados no Brasil porque não temos legislação de proteção de dados pessoais”, alertou o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação do MCTIC, José Gontijo. 


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