Convergência Digital

Huawei: não adianta pensar em 5G sem uma boa base do 4G

Roberta Prescott - 04/10/2017

O caminho para o 5G pode começar agora e deve seguir quatro pilares da sustentabilidade do negócio: custo, faturamento, evolução da oferta e exploração da demanda, de acordo com o vice-presidente global de Wireless da Huawei, Mohamed Madkour, que falou com jornalistas em coletiva de imprensa durante o Futurecom 2017, que ocorre em São Paulo.

Madkour explicou que o 5G vai revolucionar os negócios das operadoras e que se requer uma longa jornada para se chegar à nova geração da telefonia móvel. "Antes de investir em 5G, as telcos devem evoluir o 4G. Há vários elementos para atualizar antes do 5G, disse, citando otimização de espectro, evolução da rede de 4G, densificação de sites, expansão rural e exploração de modelo de negócios.

"Mais espectro e maior eficiência de espectro são essenciais para o 5G", ressaltou. "A primeira coisa que a operadora precisa fazer é organizar o espectro", completou. Além do espectro, o vice-presidente destacou que as telcos precisam repensar a estrutura de sites para ter um custo total de operação mais eficiente e estabelecer uma maneira de levar internet à população não atualmente atendida, nas áreas rurais, principalmente.  

Na evolução para 5G, Madkour adiantou que para o ano que vem o padrão LTE deve começar a endereçar questões de melhorar o big data, massificar Internet das Coisas e servir para aplicações críticas, como carros conectados. Ele disse acreditar nas primeiras implantações de 5G no mundo no fim de 2019, início de 2020. 

Na coletiva, o VP comentou que, ao visitar a China, o presidente Michel Temer esteve na planta da Huawei em Pequim e que houve conversas entre representantes da empresa e Temer a respeito de como evoluir aspectos de tecnologia da informação e comunicação e como 5G pode ajudar neste aspecto.  


Para Anatel, regulação não resolve a crise do setor

“O retorno está menor, mas a solução principal não é regulatória, é de mercado" afirma o conselheiro Leonardo de Morais. Presidente da Claro, José Félix, diz que o mercado vive um imenso jogo de 'rouba monte'.

Orquestrador da nuvem é o cérebro das novas aplicações

"É no orquestrador que há um espaço enorme para a Inovação", atesta Paulo Berarndocki, que durante dois anos atuou como CTO global da Ericsson e está de volta ao Brasil.

Com IoT da Embratel, Volvo tem 100% de recuperação de carros roubados

Conexão de objetos é uma prioridade no plano estratégico da operadora, revela o diretor de IoT e M2M, Eduardo Polidoro.


Futurecom 2017 - clique aqui e confira a cobertura completa.
Editora Convergência Digital
Copyright © 2005-2017 Editora Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site