TELECOM

Tim engrossa ressalvas à China Telecom no controle da Oi

Luís Osvaldo Grossmann ... 08/11/2017 ... Convergência Digital

Ao festejar o desempenho de seu ano e meio à frente da TIM no Brasil, o presidente da operadora, Stefano de Angelis, avaliou que a crise da Oi traz oportunidades e ameaças ao mercado de telecomunicações. Se por um lado a própria TIM ganha com a fraqueza da concorrente, a “fase de rumores” também abre espaço para tratativas estranhas ao mercado. 

Foi uma referência às tratativas da China Telecom com o governo brasileiro sobre um possível aporte na Oi, de pelo menos R$ 10 bilhões. A crítica é tanto para supostas condicionantes chinesas como para o eventual ingresso no mercado de uma estatal que, nessa análise, não teria o mesmo compromisso em gerar resultados financeiros positivos. 

“A TIM investe R$ 12 bilhões por ano e nunca colocamos condições para os investimentos. Nunca vimos empresas que querem investir colocando condições para o governo ou mercado. Não entendo porque termos participantes de mercado que estabeleçam condições para investir. Se temos investidores que vão colocar dinheiro na empresa, temos que esperar um comportamento racional. Para aplicar bilhões é preciso um retorno. Então um comportamento irracional não faria sentido”, afirmou, lembrando que “estamos na fase de rumores”. 

De Angelis não está sozinho na bronca. Há duas semanas, quando igualmente comentou os resultados trimestrais, o presidente da Telefônica/Vivo, Eduardo Navarro, também fez questionamentos sobre as notícias relacionadas à Oi. ““Somos a favor de competição, é ótimo ter players saudáveis no mercado. O temor é que recebamos players que não sejam confiáveis, que não busquem retorno aos acionistas”, afirmou. 

Como reconheceu Stefano de Angelis, uma Oi capitalizada e forte naturalmente seria um competidor difícil. “Uma Oi que se recupere com grande investidor vai ser uma ameaça, olhando para o futuro”, disse. No entanto, também lembrou que a empresa não vem investindo no ritmo das competidoras, especialmente no 4G, que tem sido foco da política da Tim em busca de assinantes de maior poder aquisitivo. 

A empresa teve lucro de R$ 279 milhões no terceiro trimestre, com crescimento no consumo de dados e no peso desses na receita total. A empresa vem focando no 4G e no pós pago, seja com táticas agressivas – como o novo plano de R$ 99 – para novas adesões ou para a migração dos pacotes semanais de pré-pagos para planos controle pós pagos. 

Assim, a TIM comemora praticamente 2 milhões de novos clientes pós pagos até aqui, sendo 900 mil deles apenas no terceiro trimestre. O segmento já representa 28% dos assinantes da tele móvel. “Estamos com 86% da população urbana coberta com 4G. Somos a única operadora a usar voz sobre LTE, disponível em 177 cidades. Já temos 301 cidades usando os 700 MHz e queremos que sejam 1 mil até o final do ano, e 2,6 mil cidades com 4G, que já responde por 51% do tráfego de dados”, enumera o presidente da TIM


Segue a sangria nas linhas de telefonia fixa no Brasil

Em novembro, foram contabilizadas 135.964 mil linhas a menos e o país fechou o décimo primeiro mês de 2017, com quase 41 milhões de linhas ativas. Oi, Claro, TIM e pequenos prestadores de STFC puxaram a queda de linhas em serviço.

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Para agência, os R$ 4 bilhões previstos de dinheiro novo na operadora não são suficientes para que a Oi alcance o nível anual de aportes dos concorrentes. “Se não acompanhar, vai continuar perdendo mercado”, diz Juarez Quadros. 

Claro repete que há muitas operadoras no Brasil e resiste à entrada dos chineses na Oi

"O mercado já está instável com quatro operadoras. Os chineses têm uma mistura com o governo. Com quem iríamos brigar?", criticou o presidente José Félix. Não é a primeira vez que a Claro diz que o mercado nacional comporta apenas três players.

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Com 11 mil km de linhas de transmissão, a empresa é responsável por aproximadamente 10% do sistema de transmissão do País. Piloto terá duração de 60 dias.

Rede fixa três vezes maior do que a das rivais será o futuro da Oi

O diretor de Tecnologia de Redes e Sistema da Oi, Pedro Falcão, sustentou que o backbone óptico e as redes metropolitanas são a 'joia da coroa' e despertam a ambição dos concorrentes. "A Internet de Tudo exigirá muita rede fixa", frisou.

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Tele também montou o Centro de Gerência de Serviços, em Brasília, com a missão de unificar as ações em áreas como recarga de pré-pago e faturamento.


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A edição de 2017 do Painel Telebrasil enfatizou a necessidade de atualização do modelo de telecomunicações e a definição de uma agenda digital para o País.

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