TELECOM

Operadoras competitivas usam vácuo da Oi para crescer no Brasil

Fábio Barros e Felipe Souto ... 08/11/2017 ... Convergência Digital

As operadoras competitivas estão aproveitando o vácuo deixado pela crise da Oi para impulsionarem seus negócios, observa o diretor da MegaTelecom, Carlos Eduardo Sedeh. O executivo lembra que as operadoras competitivas - que investiram R$ 6 bilhões no Brasil - estão presentes em 98% dos municípios, em muitos com mais de uma empresa competindo pelo usuário.

"É verdade que a crise da Oi impulsionou os negócios. Muitas operadoras competitivas estão fibrando no interior e na área da Oi, que está em praticamente todo o país", afirma. Sedeh lamentou o fato de a regulação ser omissa, uma vez que muitas questões não estão pacificadas.

A pesquisa “O perfil das operadoras competitivas”, feita em parceria com o portal Teleco, foi apresentada durante o X Seminário Telcomp, realizado nesta terça-feira, 07, em São Paulo, e teve como tema principal a transformação digital e o setor de telecomunicações.

O levantamento apura que 6,8 mil operadorfas competitivas têm autorização de SCM (Serviço de comunicação multimídia) e formam um conjunto de empresas que responde hoje por 18% da receita líquida do SCM. "Oito de 10 acessos ativados de banda larga, hoje, são de operadoras competitivas e provedores Internet. Nós estamos fazendo a diferença". Assistam a entrevista.


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Inovação é a palavra-chave para a operadora competitiva competir no mercado de telecom, diz o vice-presidente da AmericaNet, José Luiz Pelosini. Ele lamenta que aspectos regulatórios inviabilizem a expansão dos negócios. "Compartilhamento ainda é um entrave".

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André Costa, CEO da operadora, com atuação na Bahia e no Sergipe, diz que o governo cobra muito e devolve pouco. Sobre o compartilhamento é taxativo: "O acordo entre a Anatel e Aneel pelos postes não é praticado em nenhum lugar do Brasil".

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Operadora será responsável pelo primeiro Telecom Infra Project Community Lab ("Laboratório Comunitário TIP") da região.

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"Falta apoio dos órgãos públicos, falta financiamento acessível, falta vontade de fazer", diz Rui Gomes, CEO da UMtelecom, empresa que atua na Região Nordeste.

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O presidente da Anatel admite que para as operadoras competitivas há mais dificuldades para celebrar acordos com as concessionárias, mas diz que é preciso levar o embate para o órgão regulador.

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Em nota, o SindiTelebrasil adverte que o Supremo Tribunal Federal já decidiu sobre o tema em leis dos estados da Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. Se o PL 3019/15 for aprovado no Senado, as operadoras terão de instalar, manter e gerenciar os sistemas.


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O Brasil enfrenta uma de suas mais graves crises, e as telecomunicações em banda larga são essenciais para a retomada do desenvolvimento sustentável, com inclusão social, na moderna sociedade da informação e do conhecimento. Este foi o mote dos debates durante o 60º Painel Telebrasil, realizado nos dias 22 e 23 de novembro, em Brasília.

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