TELECOM

Teles têm de reinventar serviços para crescer a receita no Brasil

Ana Paula Lobo ... 10/01/2018 ... Convergência Digital

A receita total do mercado brasileiro de serviços de telecomunicações crescerá 20,42% e atingirá US$ 45,76 bilhões em 2022, contra US$ 38 bilhões registrados em 2016, projeta a consultoria Frost &Sullivan.A maior parte das novas receitas virá de serviços de dados móveis 3G e 4G. A consultoria afirma ainda que a receita do segmento residencial deverá ter a maior taxa de crescimento anual composto (CAGR), com 4,2% entre 2016 e 2022. Mas as projeções não são boas para as grandes empresas onde há a estimativa de uma queda de 3%. As PMEs também terão uma baixa de 0,5%.

Os serviços de banda larga fixa terão crescimento médio de 8,1% em receita no período, enquanto a TV paga terá CAGR de 4,3%. O serviço móvel crescerá em média 4,1%, enquanto a comunicação de dados (IP Dedicado, VPN IP MPLS, linhas privadas, circuitos, VSAT e dados internacionais) avançará 1,9%.

Já a telefonia fixa cairá 5,9% no intervalo de seis anos. No geral, as receitas de voz deverão continuar a redução já apresentada, enquanto as de aparelhos e as de serviços de valor agregado (SVA) terão CAGR respectivamente de 17,9% e 16,3%. A Frost & Sullivan destaca também que os três principais grupos de telecomunicações do País, América Móvil (Claro, Embratel e Net), Telefônica e Oi, concentraram 74,9% da receita total do mercado em 2016. Ou seja: três quartos do mercado brasileiro.

OTTs

"Em 2016, a crise econômica e a instabilidade política afetaram severamente o mercado. Na TV paga, onde o payback é longo, as operadores de Direct to Home (DTH) tornaram-se mais rigorosas com a análise de crédito para novas adições e, em paralelo, enfrentaram desconexões de famílias que reduzem o gasto doméstico devido à dificuldade econômica, reduzindo assim a base de clientes significativamente, bem como a receita. Da mesma forma, novas tecnologias / aplicações de serviços de voz, bem como o Multi-Protocol Label Switching (MPLS), foram altamente impactadas", detalha Carina Gonçalves, analista da indústria de transformação digital da Frost & Sullivan.

A concorrência disruptiva sobre os serviços tradicionais, a TV paga e a comunicação de dados são as principais preocupações para as empresas de telecomunicações. Os fornecedores Over-the-top (OTT) são considerados como a maior ameaça, com maior probabilidade de alterar cenários de demanda de clientes no futuro. O avanço das OTTs também afeta a rentabilidade e as empresas tradicionais estão com dificuldade para monetizar serviços de VAS, Nuvem e de OTT.

"Para ter sucesso nesses serviços não tradicionais, as empresas devem repensar sua estrutura organizacional e o portfólio que eles oferecem aos seus clientes, concentrando-se em suas estratégias digitais e de inovação para reinventar as operações comerciais e permitir novos serviços. Os principais elementos da transformação digital atualmente trabalhada pelas empresas de telecomunicações são auto-atendimento, Agile TI e soluções por verticais", afirmou Carina Gonçalves.

Pela análise da Frost & Sullivan, as companhias precisam avaliar estratégias para capturar receitas em outras áreas, como Internet das Coisas, gerenciamentos de processos de negócio (BPM), Big Data Analytics e indústrias inteligentes e conectadas.


Internet Móvel 3G 4G
Android faz Google receber multa recorde de R$ 20 bilhões da União Europeia

Empresa norte-americana foi acusada de abuso de posição dominante e tem 90 dias para mudar as suas práticas. É a maior sanção já aplicada na Europa a uma companhia de Tecnologia. Google recorrerá da decisão.

Anatel aprova novo regulamento para preço público de radiofrequências

Principal novidade é a possibilidade de a agência exigir compromissos de investimento como parte do valor da renovação do direito de uso do espectro.

Segurança faz Anatel antecipar bloqueio de celulares no Rio de Janeiro

Os aparelhos irregulares vão ser bloqueados a partir de 08 de dezembro, a pedido do Gabinete de Intervenção Federal no Estado. O bloqueio está implementado no Distrito Federal e no Estado de Goiás.

Disputa entre fornecedores faz Cemig Telecom adiar leilão para o dia 8 de agosto

Preço mínimo para o lote 1, que envolve a rede de banda larga nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro foi estipulado em R$ 332 milhões.  Já manifestaram interesse público, a TIM e a Claro.

TV paga: Modelo não muda e sangria de assinantes já dura três anos e meio

Depois de um período de expansão, em 2014, com a entrada das teles no segmento, o setor encerrou o mês de maio com 17,8 milhões de assinantes, o que significa a perda de 10% da base de usuários. Claro/NET concentram 50% do mercado.

Anatel rejeita pedidos de Société e Pharol para mudanças no conselho da Oi

Seguem válidos, portanto, os nomes indicados a partir da aprovação do Plano de Recuperação Judicial, em dezembro, que constituem o Conselho de Administração Transitório da supertele.

Telefónica conduz projeto de transformação digital da Avianca

O acerto terá validade de cinco anos e inclui serviços de voz tradicional, conectividade de dados, apoio de infraestrutura (LAN/WLAN/Centro de cabos), segurança digital e soluções de redes definidas por software (SDN).


Veja a revista do 61º Painel Telebrasil 2017
Revista do 61º Painel Telebrasil 2017
A edição de 2017 do Painel Telebrasil enfatizou a necessidade de atualização do modelo de telecomunicações e a definição de uma agenda digital para o País.

Painel Telebrasil 2017 - Cobertura Especial ConvergênciaDigital


Clique aqui e acompanhe a cobertura completa do Painel Telebrasil 2017

  • Copyright © 2005-2018 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G