TELECOM

TIM se prepara para sair da 'zona de conforto' na banda larga fixa

Ana Paula Lobo ... 06/02/2018 ... Convergência Digital

Os bons resultados obtidos pelos provedores de acesso Internet na banda fixa aliado ao desempenho da TIM Live nos mercados do Rio de Janeiro e de São Paulo determinaram uma decisão na operadora: 2018 será o ano de sair da zona de conforto na banda larga fixa, sinalizou o presidente da tele, Stefano De Angelis, ao participar de teleconferência de resultados nesta terça-feira, 06/02.

Para garantir essa oferta, a TIM vai ampliar a infraestrutura para mais cidades, quje já estão definidas, mas que não foram reveladas. "Precisamos de permissão para fazer as obras nessas localidades. Não é uma obra simples. Exige projetos", observou o presidente da TIM Brasil.

Avançar em banda larga fixa tem uma razão financeira e estratégica. O resultado em 2017 apontou um crescimento de 52,1% na receita líquida no quarto trimestre do ano, com uma base de 392 mil clientes. "Hoje a banda larga fixa ficou com pouca representatividade na receita, mas tem um grande percentual para crescer e vamos apostar muito", detalhou.

A operadora fechou dezembro com 58,634 milhões de acessos sendo 40,836 milhões pré-pagos (redução de 15,9%) e 17,799 milhões de pós-pagos (aumento de 19,6%), que passaram a representar 30,4% da base móvel total. A tele diz ter 27,6 milhões de linhas 4G, um aumento de 63,7% no comparativo anual e uma penetração de 47,1% da base. Ainda assim, falou muito da expansão de fibra, em especial do FTTH( fibra até a residência).

"Vamos definir um plano de investimento e comunicar em março uma primeira etapa", antecipou De Angelis. A ideia é oferecer velocidades acima de 100 Mbps. "Investir em ultra banda larga é uma necessidade. É uma janela de oportunidade e não vai durar muito tempo até porque todas as outras operadoras vão aumentar o investimento nessa área", pontuou o presidente da TIM Brasil.

Resultados

A TIM Participações reportou um lucro líquido de 604 milhões de reais no quarto trimestre, alta de 66 por cento sobre um ano antes, com clientes migrando para planos mais caros em linha com a recuperação economia. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 13 por cento, para 1,769 bilhões de reais.

Enquanto a base de clientes pré-pagos da empresa caiu 16 por cento no quarto trimestre sobre um ano antes, a base pós-paga, mais rentável, avançou 19,6 por cento. O número de clientes de serviços 4G teve alta de 64 por cento, para 27,6 milhões. A empresa teve crescimento de 5 por cento na receita líquida do quarto trimestre, para 4,26 bilhões de reais, enquanto os custos da operação ficaram quase estáveis, em 2,49 bilhões.



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