TELECOM

Nextel mira a classe C para viabilizar operação no Brasil

Luís Osvaldo Grossmann ... 15/06/2018 ... Convergência Digital

Com um olho no reencontro com o lucro e outro na potencial consolidação do mercado brasileiro de telecomunicações, a quinta operadora móvel do país acaba de encerrar uma fase e tenta se reposicionar. Depois de desligar os últimos serviços via rádio iDEN há duas semanas, a Nextel aposta em ofertas de 3G e 4G que cabem no bolso da classe C como caminho de diferenciação.

“Definimos quem é o nosso cliente. Por mais que a Nextel seja uma operadora de 3G e 4G, ainda carrega atributos do iDEN, que por mais que tenha penetrado classe A e B, era um produto especialmente para classe C. Então resolvemos atuar mais em nicho e abraçar esse pedaço gigante da população, a classe C, que gosta da gente. Paramos de atirar para todos os lados”, afirma o presidente da empresa, Roberto Rittes.

O foco, assim, passa por planos simples, sempre com voz ilimitada, que começam em R$ 49 e já representam um terço da base, totalmente pós paga em 3G e 4G. Para Rittes, a proliferação de planos é um erro das concorrentes, mais ainda para o nicho desejado. E a dinâmica das chamadas sem limite e planos de dados tende a derrubá-los para um patamar menor de preços.

“Se a classe alta era quem tinha dinheiro para ficar batendo papo, hoje é a classe C que passa duas horas no ônibus e no metrô consumindo dados. E sem necessidade de roaming internacional, as ofertas vão convergir para ficar entre R$ 50 e R$ 100", diz.

O novo posicionamento tem objetivo claro de garantir a sustentabilidade da empresa no Brasil, estremecida por sucessivos prejuízos e mais recentemente pelos ajustes financeiros decorrentes das mudanças no controle da holding. De um lado, o grupo ganhou espaço com renegociações de dívidas, mas a capacidade financeira ainda sofre.

“No último anúncio a posição de caixa era de US$ 300 milhões e eles dariam fôlego até o final do ano que vem. Mas parte, US$ 110 milhões, é relativa a venda no México para a AT&T. Tínhamos uma expectativa de recuperar boa parcela disso no curto prazo, mas no resultado do primeiro trimestre indicamos que estávamos mais pessimistas sobre o timing. O que falamos em abril continua sendo verdade, mas há um ciclo positivo de melhora operacional e a renegociação da dívida coloca a gente em posição mais favorável para captar recursos e não corrermos o risco de acabar a gasolina”, diz o executivo.

Enquanto isso, o projeto é consolidar a Nextel como rentável e atraente. A operação segue concentrada nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, principalmente nas capitais. E um acordo pouco favorável com a Vivo ainda atrapalha sonhos de atuação verdadeiramente nacional. Para Rittes, o negócio tem que caminhar por si mesmo que a Anatel avance no plano de ampliar o espectro que cada operadora pode deter, o que tende a reduzir o mercado.

“A Anatel está concluindo uma discussão sobre limite de espectro. E foi transparente sobre a intenção de consolidar em três operadoras. Temos um compromisso em tornar esse business viável stand alone no curto prazo. Mas claro que também tenho compromisso com acionistas. Temos que monitorar as consequências da potencial mudança na legislação e ver o melhor valor . Mesmo que tenha ambição de fazer uma venda lá na frente, ela só vai ter um valor atraente para os acionistas se tiver um bom business. Então nosso foco é ralar diariamente para ser uma empresa que se diferencia e tem performance e eficiência.”



Internet Móvel 3G 4G
Agro 4.0 passa por recursos vindos da aprovação do PLC 79/16

Ministro Marcos Pontes diz que os aportes devem ficar entre R$ 20 e R$ 40 bilhões e boa parte dele virá da atualização do marco regulatório de Telecom, à espera de aprovação no Congresso Nacional. O governo lançou a Câmara do Agro 4.0 como parte do Plano Nacional de Internet das Coisas.

Revista do 63º Painel Telebrasil 2019
Veja a revista do 63º Painel Telebrasil 2019 Transformação digital para o novo Brasil. Atualizar o marco regulatório das telecomunicações é urgente para construir um País moderno, próspero e competitivo.
Clique aqui para ver outras edições

Silêncio positivo para antenas passa na MP da Liberdade Econômica, mas não como o mercado esperava

Serão os órgãos públicos- os responsáveis pela burocracia excessiva e que restringem a liberação da implantação - os responsáveis por determinar um prazo máximo de resposta. MP da Liberdade Econômica também mexeu em pontos da Lei trabalhista.

Unifique compra provedor Internet em Santa Catarina

Aquisição faz parte da estratégia da Telecom catarinense de ampliar sua área de expansão e conquistar 1 milhão de residências até 2025. Unifique, hoje, atende a 116 municípios do Estado de Santa Catarina.

Anatel tem quatro vagas para comitê de defesa dos usuários

São três vagas para representantes de usuários ou entidades de defesa do consumidor, além de uma para representante de entidades de classe de prestadoras de serviços de telecomunicações.

Huawei confirma investimento de R$ 3,2 bilhões até 2022 em São Paulo

Em comunicado, a fabricante chinesa diz que o aporte de US$ 800 milhões (R$ 3,2 bilhões) acontecerá a partir de 2020 e engloba diversas iniciativas desde o suporte para a capacitação profissional de jovens em TICs até a manufatura de celulares 5G.




  • Copyright © 2005-2019 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G