INOVAÇÃO

Na CGU, robô analisa fotos de ruas para identificar empresas fantasmas

Luís Osvaldo Grossmann ... 06/08/2018 ... Convergência Digital

A Controladoria Geral da União é um dos órgãos pioneiros no uso de sistemas de inteligência artificial para combater fraudes. O primeiro ‘robô’ é usado para medir a probabilidade de determinado servidor público ter envolvimento com corrupção. Outro analisa informações de fornecedores para avaliar o risco de contratação pelo governo. E mais recentemente a CGU passou a analisar imagens na internet para descobrir se quem está em determinada licitação realmente existe.

“Tem muito fornecedor de fachada. Mas como saber que determinadas empresas existem no mundo real? Por exemplo, as 10 empresas que estão numa licitação qualquer. Tentamos verificar se ela existe mesmo com a identificação de imagens”, explicou Thiago Marzagão, do Observatório da Despesa Pública do CGU, ao participar de seminário sobre usi de IA na administração pública, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral. 

Como explica o auditor da CGU, esse novo robô tenta identificar pelas imagens se há alguma inconsistência em determinada pessoa jurídica. “Usa o Google Street View e redes neurais para treinar que o seja capaz de distinguir o que parece a fachada de uma empresa de qualquer outra coisa, de um terreno baldio, de uma rotatória, de uma escola, por exemplo. Olha a foto e avalia se parece uma empresa ou não. E fazemos o cruzamento com os endereços das concorrentes que ficam na base do sistema de compras do governo, o Comprasnet.”

O uso de IA na CGU começou com o sistema que avalia a probabilidade de um servidor público ser corrupto. “Se tem uma investigação e envolve 80 servidores e precisa priorizar, usa esse aplicativo para decidir o que priorizar”, disse Marzagão. Segundo ele, a IA é treinada com base em casos de servidores já identificados, processados e expulsos do serviço público, além de cruzar informações de salário, forma de ingresso, a participação em pessoas jurídicas, etc.

“São centenas de ‘preditores’, como concurso ou indicação, se é sócio de empresa ou não, se já foi punido antes, o cargo que ocupa, se é filiado a partido. Não é porque você é sócio de empresa ou é filiado a partido que a CGU vai auditar. Não funciona assim. Mas é uma ferramenta que ajuda a priorizar, a indicar o que tem mais probabilidade de merecer uma analise mais de perto.”

Outro sistema faz análise de risco de contratos de fornecedores.  “Tem uma lista grande de empresas que já deram problema na administração pública. E da mesma forma têm uma serie de indicadores. Tenta-se separar as características que dão ou não problema. Da mesma forma, com base nas empresas que já deram problema. Tamanho, tempo de criação, numero de lances no pregão, são centenas de indicadores que indicam a chance de uma empresa quebrar no meio do contrato, por exemplo”, disse o auditor da CGU.


TICs em Foco - TRANSFORMAÇÃO DIGITAL
Prever. Prevenir. Detectar e Responder

Essas são a exigência da remodelagem da gestão de riscos e da segurança organizacional nas corporações.

Lei de Informática: MCTIC atualiza regras para aporte de verba de P&D

Resolução da Secretaria de Políticas Digitais aponta regras gerais e específicas para Instituições de Ensino e Pesquisa, Centros ou Institutos de Pesquisa e Desenvolvimento, além de Incubadoras.

Inovação: A luta para transformar uma ótima ideia em um produto no Brasil

Em 2017, o projeto Meu Guia, voltado para dar autonomia a atletas cegos, ficou em 2º lugar em competição internacional. Até agora, não saiu do papel, mas a ideia evoluiu para outro produto, o smart viber.

Governo vai usar R$ 1 bilhão da Finep em saneamento, mobilidade e energia

Com conceito amplo do que vale como inovação, programa batizado Cidades Inovadoras promete linhas de financiamento descentralizadas aos municípios.

FAPERJ prioriza quitação de dívidas com startups

Diretor de Tecnologia da entidade de pesquisa, Maurício Guedes, lamenta o fato de o Brasil não ter conseguido, até agora, estabelecer uma conexão entre a Academia e comunidade empresarial.

Inovação determinou um novo modelo mental na área de TI

Para Fábio Moraes, CIO da Aliansce Shopping Centers, que tem sobre o seu chapéu 31 shopping centers com mais de 6000 lojas, a TI catalisa a pressão pela inovação. "E nem sempre a Tecnologia é quem puxa", observa.



  • Copyright © 2005-2018 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G