GOVERNO

Médias empresas de TICs estão largadas à própria sorte e sem políticas públicas

Ana Paula Lobo e Pedro Costa, de Foz do Iguaçu ... 07/08/2018 ... Convergência Digital

As médias empresas brasileiras- aquelas que não são grandes, mas também não são mais 'pequenas' ou mesmo 'iniciantes' - estão largadas à própria sorte e sem nenhuma política pública do governo, adverte o vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional, Roberto Mayer. "E o mais agravante é que são essas médias empresas que mais contratam", lamenta o executivo. "Uma parte está sendo comprada pelas grandes e outra está decidindo voltar a ser startup para pegar algum benefício do governo", acrescenta.

A situação da média empresa de TI do Brasil foi apurada no Censo das empresas de TIC no Brasil, divulgado pela Assespro Nacional e pela ALETI (Federação Ibero-Americana das Entidades de Tecnologia da Informação). O retrato tomou como base 500 empresas no Brasil e em outros 24 países, especialmente nas Américas, entre as quais predominam negócios maduros (40% criados entre 1991 e 2000), mas surgem novidades (2% nasceram depois de 2016). E comprova que esse é um segmento no qual predominam as pequenas e médias – 46% faturam de R$ 540 mil a R$ 5,4 mi ao ano. No conjunto, 44% das empresas do setor cresceram até 25% no ano passado.

O estudo revelou ainda que 18% das empresas contrataram entre 10% a 25% mais empregados (eram 12% nesse ritmo em 2015). E como a reforçar que predomina a abertura de novas vagas, enquanto em 2015 10% do setor indicava cortar de 10% a 25% dos postos, no ano passado apenas 4% das empresas indicaram essa mesma situação.

Em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, durante o My Inova Summit, realizado nos dias 02 e 03 de agosto, em Foz do Iguaçu, Roberto Mayer, fala do momento das médias empresas de TI e diz que a última grande política pública para TICs foi a privatização do setor de Telecomunicações, há 20 anos. Assistam a entrevista com Roberto Mayer.


3º Seminário Brasscom de Políticas Públicas & Negócios 2018 - Cobertura Especial Convergência Digital
Brasscom lança manifesto para construir um Brasil Digital e Conectado

Entidade quer a colaboração da sociedade e de entidades de TI ou não para entregar um documento aos presidenciáveis. "Tecnologia precisa ser prioridade nacional", diz o presidente-executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo.


Veja a cobertura da 3º Seminário Brasscom de Políticas Públicas & Negócios 2018

eSocial: deixar para novembro pode ser um erro fatal das empresas do Simples Nacional

Em entrevista ao Convergência Digital, o coordenador do eSocial, José Maia, advertiu: "Não deixem para a última hora. Aproveitem a transição".

Órgãos públicos do Executivo estão proibidos de exigir CPF e CNPJ

Medida impõe o compartilhamento de dados sem nenhuma regra de cuidado com as informações. Portaria proíbe a exigência ainda de certidões de débitos tributários e dívida ativa e certidão de quitação eleitoral.

Serpro repudia acusação de venda de dados pessoais

Estatal diz nunca ter repassado conteúdo ao site 'Consulta Pública', 'congelado' por uma ação do MPF do Distrito Federal. Sustenta ainda que não vende 'secretamente' dados de pessoas naturais ou jurídicas.

Apps de e-gov não pedem consentimento e coletam mais dados do que precisam

Segundo estudo do InternetLab com aplicativos federais e de São Paulo, nenhum dos aplicativos pede consentimento expresso e metade não possui qualquer política de privacidade.



  • Copyright © 2005-2018 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G