NEGÓCIOS

CADE diz que conluio de empresas de cabos submarinos prejudicou o Brasil

Convergência Digital* ... 08/02/2019 ... Convergência Digital

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) recomendou, em despacho assinado nesta sexta-feira (08/02), a condenação de seis empresas e duas pessoas físicas por formação de cartel internacional, com efeitos no Brasil, no mercado de cabos subterrâneos e submarinos. Os produtos são utilizados na transmissão de energia elétrica entre as unidades geradoras e distribuidoras e os usuários finais do serviço.

De acordo com o parecer da SG/Cade, o cartel teria operado entre o início dos anos 1990 até, ao menos, julho de 2004. A conduta teria afetado o mercado internacional, causando prejuízos em território nacional às empresas que adquiriram esses cabos, sobretudo produtoras e distribuidoras de energia elétrica. Os consumidores finais também teriam sido lesados pela conduta anticompetitiva em virtude de o cartel afetar componente essencial para a transmissão de energia elétrica, o que teria resultado em preços mais caros para esse serviço.

Ainda segundo a Superintendência-Geral, as empresas Exsym Corporation, LS Cable LTD, Nexans, Prysmian S.p.A, Taihan Electric Wire e Viscas Corporation – principais fabricantes mundiais desses produtos – teriam dividido entre si territórios e projetos, discutido e combinado preços a serem cotados em projetos específicos, que também incluíam o mercado brasileiro.

A investigação apontou que o conluio era marcado pela troca regular de informações consideradas sensíveis sob a ótica concorrencial (como, por exemplo, capacidade de produção, escassez de oferta, requisitos de qualidade dos clientes, dados sobre lançamento de novos produtos etc.) que impactaram negativamente o mercado.

A SG/Cade verificou também a ocorrência de acordos bilaterais entre as empresas em relação à posição alcançada em licitações e demais concorrências, o que teria possibilitado aos agentes envolvidos acesso a dados específicos relativos às atividades dos concorrentes e às condições de mercado.

Desse modo, teria sido possível que essas empresas tomassem decisões sobre preços e quantidades ofertadas no mercado mundial de cabos, além de dividirem entre si os territórios sobre os quais cada participante do cartel teria preferência durante o período investigado.

O processo administrativo segue agora para julgamento pelo Tribunal do Cade, responsável pela decisão final. Caso sejam condenadas, as empresas poderão pagar multas que podem alcançar até 20% do seu faturamento bruto. Já as pessoas físicas ficam sujeitas a multas de R$ 50 mil a R$ 2 bilhões.

O cartel internacional no mercado cabos subterrâneos e cabos submarinos também foi investigado em outras jurisdições recentemente. Europa, Austrália e Japão proferiram decisões formais, condenando, ainda que parcialmente, as empresas envolvidas pelas práticas anticompetitivas.

 


NVDIA: Inteligência Artificial exige mais profissionais no Brasil

Inteligência Artificial é o mercado mais promissor para novos negócios, revela o gerente de desenvolvimento da área Enterprise da Nvidia, Marcio Aguiar. No Brasil, a NVDIA adota a estratégia de abrir suas APIs para o desenvolvimento e pesquisa.

Assespro Paraná será um agente de crédito para empresas de TI

Entidade poderá intermediar de R$ 20 mil a R$ 1,5 milhão. Empresas com faturamento entre R$ 360 mil a R$ 16 milhões podem se candidatar aos recursos.

Blockchain vira um vale de desilusão nas corporações

A advertência é feita pelo Gartner, uma vez que os gestores admitem que  boa parte dos projetos não consegue ir além da fase inicial de experimentação. A consultoria elenca sete erros cometidos pelas empresas, entre eles acreditar que exista um padrão de interoperabilidade e que a tecnologia está pronta para o uso.

Startup une blockchain e IA para dar o compliance exigido na LGPD

A gaúcha Privacy Tools, criada pelo grupo Maven, busca investidores para ganhar musculatura para atender às corporações em todo o País. "Os ajustes dos sistemas por conta da lei são obrigatórios e falta menos de um ano", afirma Aline Deparis.


3º Seminário Brasscom de Políticas Públicas & Negócios 2018 - Cobertura Especial Convergência Digital
Brasscom lança manifesto para construir um Brasil Digital e Conectado

Entidade quer a colaboração da sociedade e de entidades de TI ou não para entregar um documento aos presidenciáveis. "Tecnologia precisa ser prioridade nacional", diz o presidente-executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo.


Veja a cobertura da 3º Seminário Brasscom de Políticas Públicas & Negócios 2018

  • Copyright © 2005-2019 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G