INCLUSÃO DIGITAL

Viasat prepara três fases de lançamentos de internet via satélite em 2019

Luís Osvaldo Grossmann ... 30/05/2019 ... Convergência Digital

Superadas as disputas judiciais, a Viasat prepara três lançamentos comerciais de conexões via satélite no Brasil, com o uso da capacidade em banda Ka do satélite gerido pela estatal Telebras. A primeira, em cerca de 30 dias, virá com marca, preços e planos da parceira Ruralweb. Em seguida começa o que a empresa chama de WiFi Comunitário, que mira clientes de baixa renda longe de grandes centros. E depois começam os planos residenciais em áreas pouco atendidas.

“Estamos ajustando o timing dos lançamentos e trabalhando nos acordos de distribuição para o WiFi Comunitário. Mas a expectativa é de uma implementação muito rápida em alguns estados, para em seguida fazermos o lançamento nacional”, revela a vice presidente da Viasat e gerente geral da empresa no Brasil, Lisa Scalpone.

O acordo com a Ruralweb como distribuidor foi uma das oportunidades identificadas diante do atraso do plano de lançamentos por conta das ações no Judiciário e representações no Tribunal de Contas da União movidas por empesas já atuantes no país que questionaram o acordo da empresa americana com a Telebras. “Foi a maneira mais rápida para começarmos”, admite a executiva.

Ainda em junho, a empresa vai fazer alguns pilotos do WiFi Comunitário em localidades do interior de São Paulo para em seguida começar o lançamento nacional pela região Nordeste. Esse é um serviço que a empresa já oferece no México e que mira em populações de baixa renda em áreas distantes das cidades. A ideia é vender conectividade a preços muito baixos – começando próximos de R$ 3 – num serviço com contornos semelhantes ao que seria uma lan house, só que via satélite.

“Os preços do WiFi Comunitário dependem bastante da demanda. Precisamos de volume para oferecermos preços super baratos. E claro que o serviço tem que ser bom e as pessoas precisam gostar dele. Essa é a primeira estratégia. Mas com o que estudamos e estamos vendo na prática, acreditamos que existe uma demanda até maior do que um único satélite consegue atender”, diz a gerente geral da Viasat.

A terceira fase de lançamentos é das ofertas residenciais próprias, com marca Viasat, o que envolve produtos semelhantes ao que a empresa tem nos Estados Unidos. “É como nosso maior mercado nos Estados Unidos. Se você imaginar um ‘donut’, o buraco no meio é onde não estamos. Nós atendemos as áreas urbanas ao redor, de menor densidade e tipicamente oferecido onde não há serviço por cabo ou por fibra”, explica.

A disputa judicial acabou por atrasar os planos da empresa americana para o Brasil em mais de um ano. E a pressão do Tribunal de Contas da União foi sentida diretamente na expectativa de retorno, uma vez que obrigou uma repactuação de valores. “Entendemos as preocupações do TCU e fizemos concessões. Claro que para nós o acordo inicial era melhor. E entendemos que era um bom acordo. Mas também houve a compreensão de que quanto maior o atraso [na liberação pelo TCU], maior o atraso no uso da capacidade comercial, e isso seria pior”, admite.

“O atraso não era desejado. Mas tivemos mais tempo para conhecer o mercado brasileiro. O que nos permitiu também encontrar outras oportunidades. Por outro lado, se pensávamos que o Brasil seria difícil, descobrimos o que é ter um desafio novo por semana. Mas se existe uma grande diferença entre os EUA e o Brasil é a criatividade dos brasileiros para lidar com situações desafiadoras. É uma coisa sem paralelo. Mesmo quando achamos que uma coisa não vai mesmo ter solução, os parceiros brasileiros não desistem e encontram um caminho.”

Ela ri quando perguntada se com tudo isso ainda confia que é possível ganhar dinheiro no país. “Nada na vida é garantido. Sejam regulatórios, de capital ou de logística, é certo que os custos são maiores. Mas isso significa que precisamos de um grande foco na eficiência. Mas continuamos convictos de que o Brasil é um dos melhores mercados do mundo para internet via satélite. Isso não mudou.”


Mais da metade das mulheres no mundo está sem acesso à Internet

União Internacional de Telecomunicações adverte que o sexo feminino é o mais afetado pela desigualdade no acesso à banda larga, em especial, nos países em desenvolvimento.

Huawei: nação digital é o último estágio da transformação digital

Conceito ainda é muito novo, mas engloba o uso e a análise dos dados para retroalimentar produtos e processos, conta o diretor de Comunicação e Relações com o Governo da Huawei Brasil, Juelinton Silveira.

Audima cria ferramenta para levar conteúdo aos analfabetos digitais

A partir da própria dor, uma vez que tem dislexia, Paula Pedrosa criou a Audima, uma startup que transforma palavras em áudios. "O império da visão exclui muita gente. Nosso desafio, hoje, é mostrar que inclusão monetiza", observa a executiva.

Domicílios com Internet chegam a 67% no Brasil, mas desigualdade permanece

TIC Domicílios 2018, do CGI.br, revela que as classes D e E elegeram o smartphone como o meio preferencial de acesso.

Nas favelas, há jovens ávidos para aprender e trabalhar com TICs

O projeto Vai na Web já formou 200 jovens em linguagem de programação, mas, agora,busca recursos para ensinar as profissões do futuro como Inteligência artificial e internet das coisas.

Anatel aprova consulta para aumentar potência do Wi-Fi

Além de permitir o uso de equipamentos WiFi na faixa de 60 Ghz, para o WiGig, que promete conexões de até 7 Gbps, agência prevê aumentar a potência atual dos aparelhos na faixa de 5 GHz.  



  • Copyright © 2005-2019 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G