Pietro Labriola, TIM: "A Vivo é a empresa a ser desafiada. A Claro copia e baixa preço"

Ana Paula Lobo e Pedro Costa* ... 04/06/2019 ... Convergência Digital

Mais do que lançar um novo produto - o TIM Black Family - a TIM Brasil definiu as coordenadas da sua atuação no mercado de telecom em 2019 em evento realizado nesta terça-feira, 04/06, no Rio de Janeiro. O novo serviço - que permite que até seis pessoas da mesma família compartilhem dados, e oferta a contratação de dados que varia de 60 a 180 Gibabytes - também se autodefine como um hub de entretenimento, por unir Netflix, Deezer (produto de música da TIM) e o TIM Banca, com conteúdo de grandes veículos de comunicação.

O lançamento do TIM Black Family aconteceu durante a Convenção Nacional de Vendas da TIM, realizada no Riocentro, no Rio de Janeiro. E o novo produto tem características inovadoras. Entre elas, o fato de não mais separar o tráfego de vídeo. O compartilhamento pode acontecer da forma que o usuário quiser. Também tem como facilidade levar a sobra de gigabytes para o mês seguinte, ou seja, se o usuário contratou 180 Gb e não usou no mês, a próxima fatura só será cobrada quando essa 'sobra' terminar de ser consumida.

"O usuário está exigindo mais serviço, mais qualidade. Especialmente o usuário da classe A e B que é o alvo do TIM Black Family", sustentou Pietro Labriola aos jornalistas. Para atender a essa demanda, a TIM reconstruiu o aplicativo MEU TIM e, ao mesmo tempo, investiu no atendimento humano. "Não estamos deixando de usar a Inteligência Artificial. Ao contrário. Estamos usando muito. Mas quando o cliente não resolve a sua questão no aplicativo, ele quer falar com alguém que resolva. Não quer ir para um URA tentar tudo de novo. A Inteligência artificial chega para melhorar o atendimento humano", afirmou.

O CEO da TIM Brasil também falou sobre o mercado de telecomunicações. Elogiou a Vivo - e assumiu que é ela a operadora a ser desafiada. "Somos a número 2 do mercado e queremos desafiar a Vivo que soube construir a sua primeira colocação. O nosso DNA é o da Inovação e estamos recriando os nossos produtos", afirmou. E não faltou críticas à rival Claro: "A Claro cobre a nossa oferta em termos de preço e copia o produto. Ela terá de se definir". Ainda sobre as operadoras, Labriola disse que o momento é o de aproveitar as oportunidades no que as teles construíram: capilaridade nacional, capacidade de vendas e de atendimento de milhões de pessoas.

"Na TIM, nós atendemos 60 milhões de pessoas. Nós sabemos vender nas lojas, na Internet e estamos em todo o país. Temos o atendimento ao cliente. Esses diferenciais fazem a diferença na economia digital", reforçou. A parceria com a Netflix reforça a posição de não produzir conteúdo. "Eles sabem fazer muito melhor do que nós", e serve como uma reflexão com relação ao passado e a disputa com o WhatsApp.

"Fomos nós, operadoras, que não soubemos fazer o MMS (que permitia vídeo e texto) funcionar. Fomos nós que soubemos tornar o SMS universal. O WhatsApp chegou e se tornou um padrão. Agora com conteúdo podemos unir forças: nós sabemos atender ao cliente. Nós sabemos cobrar. Eles fazem conteúdo". Em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, Pietro Labriola fala do momento da TIM Brasil e das consequências do lançamento do TIM Black Family. Assistam.


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