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Consumidor exige uso ético da Inteligência Artificial

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Convergência Digital - 24/07/2019

O uso ético da IA ​​(Inteligência Artificial) está se tornando fundamental para conquistar a confiança das pessoas, como descobriu um novo estudo do Capgemini Research Institute. À medida que as organizações progridem para aproveitar os benefícios da IA, os consumidores, funcionários e cidadãos estão observando atentamente e estão prontos para recompensar ou punir o comportamento. Os entrevistados disseram que poderiam ser mais leais, comprariam mais ou seriam defensores de organizações cujas interações com IA são consideradas éticas.

O estudo "Why Addressing Ethical Questions in AI Will Benefit Organizations" (em tradução livre: "Porque Abordar Questões Éticas em IA Beneficiará as Organizações") pesquisou 1.580 executivos de grandes organizações em 10 países e mais de 4,4 mil consumidores em seis países.

Entre as principais descobertas estão:

As empresas que utilizam IA de forma ética serão recompensadas: entre os consumidores pesquisados, 62% afirmaram que depositariam maior confiança em uma empresa cujas interações com IAs consideravam éticas; 61% disseram que compartilhariam experiências positivas com amigos e familiares; 59% deles afirmaram que teriam maior lealdade à empresa, e 55% disseram que comprariam mais produtos e forneceriam classificações altas e feedback positivo nas mídias sociais.

Por outro lado, quando as interações dos consumidores com IAs resultam em questões éticas, elas ameaçam tanto a reputação quanto os resultados: 41% disseram que se queixariam caso uma interação com IA resultasse em questões éticas, enquanto outros 36% exigiriam uma explicação e 34% parariam de interagir com a empresa.

Questões éticas resultantes de sistemas de Inteligência Artificial foram observadas e vivenciadas: executivos de nove em cada 10 organizações acreditam que os problemas éticos foram observados no uso de sistemas de IA nos últimos 2 a 3 anos, com exemplos como coleta de dados pessoais de pacientes sem o consentimento na área da saúde e confiança excessiva nas decisões conduzidas por máquinas, sem falar na não divulgação na área bancária e de seguros. Os executivos citaram as razões, incluindo a pressão para implementar com urgência a IA, a falha em considerar a ética na construção de sistemas da tecnologia e a falta de recursos dedicados a sistemas de IA éticos.

 Consumidores, funcionários e cidadãos estão preocupados com preocupações éticas relacionadas à IA e querem alguma forma de regulamentação: quase a metade dos entrevistados (47%) acredita ter experimentado pelo menos dois tipos de usos da IA ​​que resultaram em questões éticas nos últimos 2 ou 3 anos. A maioria (75%) disse que quer mais transparência quando um serviço é alimentado pela tecnologia, e para saber se a IA está tratando-os de forma justa (73%). E mais de três quartos (76%) dos consumidores acham que deveria haver mais regulamentação sobre como as empresas usam a Inteligência Artificial.

As organizações estão começando a perceber a importância da IA ​​ética: 51% dos executivos consideram importante garantir que os sistemas da tecnologia sejam éticos e transparentes. Porém as organizações também estão tomando ações concretas quando questões éticas são levantadas. A pesquisa descobriu que 41% dos executivos seniores relatam ter abandonado completamente um sistema de IA quando uma questão ética surgiu.

"Muitas organizações se encontram em uma encruzilhada no uso da Inteligência Artificial. Consumidores, funcionários e cidadãos estão cada vez mais abertos a interagir com a tecnologia, mas estão atentos a possíveis implicações éticas. Esta pesquisa mostra que as organizações devem criar sistemas e práticas éticas para o uso da IA, se quiserem ganhar a confiança das pessoas. Esta não é apenas uma questão de conformidade, mas a possibilidade de criar um benefício significativo em termos de lealdade, endosso e engajamento", afirmou Anne-Laure Thieullent, líder da oferta de IA e de Analytics na Capgemini.
 
As organizações devem priorizar uma estratégia ética de Inteligência Artificial: para endereçar as preocupações dos consumidores e liberar o dividendo de confiança do uso ético da tecnologia, assim como as empresas devem adotar uma abordagem focada para tornar os sistemas adequados a um objetivo. A Capgemini recomenda uma abordagem em três frentes para construir uma estratégia para a ética na IA que inclua todos os principais stakeholders:

1-Para CxOs, líderes de negócios e aqueles com responsabilidade por confiança e ética: Estabeleça uma base sólida com uma estratégia e código de conduta para uma IA ética; desenvolva políticas que definam práticas aceitáveis ​​para a força de trabalho e aplicativos de IA; crie estruturas de governança ética e garanta a prestação de conta pelos sistemas de IA; e construa equipes diversificadas para garantir a sensibilidade em todo o espectro de questões éticas;

2-Para as equipes voltadas para clientes e funcionários, como RH, marketing, comunicações e atendimento ao cliente: Garanta o uso ético da aplicação de IA; eduque e informe aos usuários para criar confiança nos sistemas de IA; capacite os usuários com mais controle e a capacidade de buscar recursos; e se comunique de forma proativa sobre os problemas de IA interna e externamente para criar confiança;

3-Para IA, dados e líderes de TI e suas equipes: Busque tornar os sistemas de inteligência artificial tão transparentes e compreensíveis quanto possível para ganhar a confiança dos usuários; pratique um bom gerenciamento de dados e mitigue possíveis vieses nos dados; monitore continuamente a precisão e a acuracidade; e utilize ferramentas tecnológicas para construir a ética na IA.

 


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