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GSMA acusa órgãos dos EUA de espalhar 'desinformação' sobre 5G em ondas milimétricas

Convergência Digital - 30/07/2019

O uso das ondas milimétricas- nas faixas acima de 26GHz - acirra o impasse entre a indústria de telecomunicações e a indústria satelital. Em comunicado ao mercado, a GSMA, associação das operadoras, sustenta que 'há desinformação e ações excessivamente protecionistas contra o 5G por parte do segmento'. A GSMA sai em defesa do 5G ao afirmar que o uso da mmWave permitirá um crescimento econômico global de US $ 565 bilhões até 2034, mas adverte que se houver restrição de frequência esse montante não será alcançado. Na América Latina, o efeito projetado pela GSMA é de US$ 20,8 bilhões.

A questão é que a NASA e a Associação Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, são contrárias ao uso do 5G nas ondas milimétricas. As organizações afirmam que a tecnologia interferiria na coleta de dados relacionados à previsão climática e meteorológica. "Não podemos deixar que a desinformação e as atitudes excessivamente protecionistas da indústria espacial inviabilizem a revolução 5G. A proteção excessiva limitará o espectro necessário para o 5G e terá enormes consequências para a sociedade. Isso poderia colocar em suspenso a economia e a inovação que acompanham redes ultrarrápidas por uma geração", sustentou o chefe de espectro da GSMA, Brett Tarnutzer.

No leilão previsto pela Anatel para o 5G, agendado para março de 2020, a frequência de 26 GHz, conhecida como milimétrica (mmWave), não estará à venda. O Brasil elegeu 26 GHz e os EUA, 28 GHz. Segundo a agência reguladora, há questões para serem estudadas ainda para o uso da faixa e estudos estão sendo feitos para o melhor uso do espectro.

*Com  tradução do Mobile Event

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