TELECOM

Brasil fica atrás da China e da Índia em políticas públicas e estratégias em Telecom

Luís Osvaldo Grossmann ... 13/08/2019 ... Convergência Digital

Especialistas, fornecedores e operadoras de telecomunicações aproveitaram o quinto encontro ministerial dos BRICS – o acrônimo para os emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – que acontece, esta semana, em Brasília,  para discussões específicas do mercado, com vistas a potenciais estratégias de atração de investimentos. Mas se algo restou claro, foi como o Brasil pode aprender com políticas de promoção de conectividade. 

Afinal, enquanto por aqui ainda se discute se as operadoras vão levar conectividade ao interior do país com uso de soluções terrestres ou satelitais na faixa de 450 MHz, Índia e China especialmente deram lições de planos ambiciosos e bem sucedidos. 

Na Índia, está em curso um programa de implantação de redes de fibras ópticas para alcançar vilas do interior – a meta que vem sendo alcançada é de quase 250 mil aldeias conectadas até este ano. “Adotamos uma política de compartilhamento, que abrange todas as operadoras, e isso ajudou a Índia a reduzir custos de implementação. E ao criarmos uma infraestrutura de fibra para backhaul, temos uma massiva rede de fibra que suporta o 4G e o futuro 5G”, explicou Shri V. Raghunandan, do Ministério de Comunicações indiano. 

Na China, o avanço é ainda mais impressionante. O país tem um plano nacional de conectividade que já levou fibra para 130 mil vilas – sendo 43 mil delas consideradas pobres, além da instalação de 36 mil estações radiobase em áreas do interior. O plano envolveu desde a decisão de considerar a banda larga como um serviço universal até a promoção de terminais de baixo custo. 

A meta era chegar a 2020 com 98% de cobertura e velocidades médias de 12 Mbps. Mas como explicou Liu Duo, da Academia Chinesa de Informação e Comunicação, não apenas 98% das vilas já estão cobertas, como 95% daquelas consideradas mais pobres já foram atendidas. E com velocidades que beiram os 70 Mbps. “Já existem serviços em monitoramento da agricultura, gestão de lojas, oferta de serviços públicos, ensino à distância”, por exemplo. 

Os exemplos bem sucedidos também sugerem caminhos possíveis às políticas públicas. Na Índia, o caminho do compartilhamento foi privilegiado, mas da mesma forma o uso de fundos públicos – o país se valeu de recursos baseados na cobrança sobre o faturamento das teles, parecido com o FUST no Brasil. 

Já na China, o governo usou uma estratégia fiscal. Separou o país em quatro regiões para diferentes subsídios, de 10% a 30%. São subsídios fiscais sobre os custos de construção e seis anos de custos de operação e manutenção. 


Internet Móvel 3G 4G
Agro 4.0 passa por recursos vindos da aprovação do PLC 79/16

Ministro Marcos Pontes diz que os aportes devem ficar entre R$ 20 e R$ 40 bilhões e boa parte dele virá da atualização do marco regulatório de Telecom, à espera de aprovação no Congresso Nacional. O governo lançou a Câmara do Agro 4.0 como parte do Plano Nacional de Internet das Coisas.

Revista do 63º Painel Telebrasil 2019
Veja a revista do 63º Painel Telebrasil 2019 Transformação digital para o novo Brasil. Atualizar o marco regulatório das telecomunicações é urgente para construir um País moderno, próspero e competitivo.
Clique aqui para ver outras edições

Silêncio positivo para antenas passa na MP da Liberdade Econômica, mas não como o mercado esperava

Serão os órgãos públicos- os responsáveis pela burocracia excessiva e que restringem a liberação da implantação - os responsáveis por determinar um prazo máximo de resposta. MP da Liberdade Econômica também mexeu em pontos da Lei trabalhista.

Unifique compra provedor Internet em Santa Catarina

Aquisição faz parte da estratégia da Telecom catarinense de ampliar sua área de expansão e conquistar 1 milhão de residências até 2025. Unifique, hoje, atende a 116 municípios do Estado de Santa Catarina.

Anatel tem quatro vagas para comitê de defesa dos usuários

São três vagas para representantes de usuários ou entidades de defesa do consumidor, além de uma para representante de entidades de classe de prestadoras de serviços de telecomunicações.

Huawei confirma investimento de R$ 3,2 bilhões até 2022 em São Paulo

Em comunicado, a fabricante chinesa diz que o aporte de US$ 800 milhões (R$ 3,2 bilhões) acontecerá a partir de 2020 e engloba diversas iniciativas desde o suporte para a capacitação profissional de jovens em TICs até a manufatura de celulares 5G.




  • Copyright © 2005-2019 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G