OPINIÃO

O que o setor de bots tem a aprender com a Fórmula 1?

Por Marcelo Arakaki*
02/09/2019 ... Convergência Digital

A busca do melhor resultado por meio da sinergia perfeita de todos os integrantes do processo. Essa descrição se encaixa perfeitamente em uma corrida de Fórmula 1 (F1), onde a combinação entre os três componentes principais – o motor, a equipe e o piloto - são a chave para o sucesso dentro da competição. Pois podemos perfeitamente fazer uma analogia entre o esporte automobilístico e os robôs conversacionais.

Na F1, o motor define a potência na arrancada e a velocidade na reta. Nos robôs, o “engine” (de processamento de linguagem natural ou “PLN”) define a precisão no reconhecimento e a taxa de automação. Os melhores motores, assim como os melhores “engines”, são muito difíceis de serem encontrados.

Tanto na F1 quanto no desenvolvimento de robôs, é preciso ter um time. Enquanto o engenheiro e os mecânicos definem a melhor aerodinâmica e os melhores ajustes do carro da F1, respectivamente, a equipe de conteúdo cria a persona, analisa os processos, determina os diálogos, treina o modelo e melhora a lógica do robô.

O piloto é o grande astro da competição e equivalente ao líder do projeto do robô. O piloto não desenvolveu o “carro”, mas sabe aproveitar bem todas as vantagens dele nas mais diversas situações, e tem total noção de seu funcionamento. O líder do projeto tem uma visão sistêmica e conhece cada parte e as suas limitações tecnológicas, sendo capaz de obter o máximo de precisão, retenção e satisfação durante uma conversa.

A corrida

Cada corrida tem um circuito característico de retas, curvas e clima. Por sua vez, cada conversa também tem uma complexidade característica de ambiguidade e contexto. Daí, cabe à equipe e principalmente ao piloto montar a estratégia pra corrida. Ou seja, cabe aos projetistas de conteúdo e ao líder do projeto definir os  diálogos dos casos-de-uso e as estratégias de recuperação de erro.

Quem está de fora costuma creditar o sucesso alcançado apenas à tecnologia empregada no carro ou no robô. Porém, o desempenho vai muito além do motor ou “engine”. Aliás, como os “engines” estão disponíveis a todos, os fatores humanos são mais determinantes para a eficiência e melhoria constante da performance – assim como Ayrton Senna fazia ao correr e vencer na chuva, mesmo com um motor menos potente que os de seus adversários.

Por essa razão, é necessário que haja uma conexão muito bem alinhada entre cada componente do processo de implementação para garantir a excelência no desempenho do robô ou, ao menos, na busca constante por essa excelência.

Marcelo Arakaki é Sócio e COO da BlueLab, empresa de automação de atendimento, que desenvolve bots complexos de voz e chat.

 


Carreira
Graduação em Ciências de Dados terá 2610 horas

Curso será ofertado pela Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp), no Rio de Janeiro. São 2610 horas de aulas. Inscrições vão até o dia 08 de outubro.



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