INTERNET

ABES remove mais de 66 mil conteúdos ilegais em nove meses de 2019

Da redação ... 02/12/2019 ... Convergência Digital

A ABES (Associação Brasileira de Empresas de Software) removeu 20.753 conteúdos ilegais no terceiro trimestre, representando uma queda de 8,5% em relação ao mesmo trimestre em 2018. No entanto, quando analisado o intervalo de tempo entre janeiro e setembro deste ano, houve um aumento de 4% em comparação ao mesmo período em 2018. A ação de monitoramento da internet é um serviço prestado pela ABES aos seus associados desde 2005, proativamente e diariamente, com o objetivo de rastrear ofertas irregulares referentes aos programas de software dessas companhias.

"O Setor de Monitoramento da Internet da ABES rastreia a existência de ofertas irregulares referentes aos programas de software das empresas afiliadas e as remove da internet. No entanto, como representamos mais de 2 mil empresas, alguns dos conteúdos ilegais podem passar despercebidos pelo serviço. Por isso, os associados que detectarem algum website, link ou anúncio ilegal que viole sua titularidade podem enviar o conteúdo para que o Setor de Monitoramento de Internet providencie sua remoção. Além desse serviço prestado, somos membros do sistema de PPPI (Programa de Proteção à Propriedade Intelectual) do Mercado Livre, através do qual conseguimos identificar e denunciar diversos produtos piratas de uma só vez. Desta forma, os associados que fizerem uma solicitação por meio da Associação terão o material pirata removido em até 24 horas", explica Rodolfo Fücher, presidente da ABES.

De acordo com o relatório do monitoramento de internet, o número de websites retirados da internet neste trimestre foi quase o mesmo do que no ano passado: entre julho e setembro deste ano foram 19, enquanto em 2018 foram 20, representando uma pequena queda de 5,2%. Já a quantidade de anúncios removidos pela Associação nesse período aumentou 7%, indo de 11,9 mil a 12,8 mil. Portanto, o fator que de fato levou à diminuição percentual de conteúdos removidos no terceiro trimestre deste ano em relação ao ano passado foi a quantidade de links derrubados, que passou de 10.543 a 7.882, apresentando uma queda de 33,7%. Abaixo, segue uma comparação, mês a mês, das categorias anúncios e links no trimestre em 2018 e 2019:

Para a ABES, essa diminuição trimestral é algo a ser comemorado. "Entendemos que a queda da remoção de conteúdos ilegais no trimestre é resultado do trabalho realizado pelo Setor de Monitoramento de Internet da ABES desde 2005, uma vez que a quantidade de websites, links ou anúncios derrubados está diretamente ligada à sua oferta - quanto menor a oferta, menor a remoção. Porém, apesar dos resultados do trimestre, é importante ressaltar que esse tipo de conteúdo, além de infringir o Direito Autoral de Programas de Computador, pode trazer vários riscos para os dispositivos em que são instalados, como vírus e malwares, tornar o aparelho vulnerável a hackers e impossibilitar o suporte de uma assistência técnica", explica Fücher.

No entanto, apesar da queda na remoção de conteúdos piratas no trimestre, o período de janeiro a setembro registrou um aumento de quase 4% quando comparado ao mesmo período em 2018. Nesse cenário, o número de links foi o único que diminuiu, sofrendo uma queda de 11,1%. A quantidade de anúncios derrubados aumentou 14,5%, indo de cerca de 33 mil a 38 mil, e a de websites subiu 18,4%, passando de 53 para 65.

"Por enquanto, encaramos esse crescimento como um resultado parcial, pois ainda faltam os dados do último trimestre para sabermos se houve, realmente, um aumento ou diminuição dos conteúdos irregulares removidos da internet em 2019 em relação a 2018. Porém, independentemente do resultado final, continuaremos a realizar o serviço de monitoramento, proativamente e diariamente, e a trabalhar com o objetivo de erradicar, ou reduzir em grande escala, a oferta de conteúdos ilegais na internet. Nós temos na ABES o propósito de colaborar na construção de um Brasil mais digital e menos desigual, levando oportunidades a todos. Nessa proposta, o uso ético da tecnologia, como o software devidamente licenciado, torna-se fundamental para assegurar um ambiente propício à inovação e competitivo globalmente", conclui o presidente da ABES.


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