Clicky

GOVERNO

Dell: proteção de dados exige pilares na segurança cibernética

Luís Osvaldo Grossmann ... 10/06/2021 ... Convergência Digital

Dados pessoais à venda, ataques que paralisam tribunais, informações de rendimentos e até endereços de servidores disponíveis na internet – a sucessão de casos de vazamentos parece comprovar que o ano de 2020 marcou uma inflexão nos riscos cibernéticos.

É o que aponta o diretor da Dell para setor público, Bruno Assaf, que nesta quinta, 10/6, discutiu o impacto da LGPD para governos e empresas durante o e-Fórum Cyber Security - LGPD e Gestão de Risco, promovido pela Network Eventos, em parceria com o portal Convergência Digital.

“Os ataques se tornaram mais comuns e regulares. Os malfeitores migraram rapidamente para o mundo digital. E são ataques mais sofisticados. Em paralelo, nos tornamos mais expostos. Saímos dos escritórios e fomos para casa. As empresas e órgãos públicos também. A vida se tornou mais digital e mais partes das nossas vidas estão no digital.”

Para Assaf, isso significa que a proteção de dados, agora vigente sob a Lei 13.709/18, exige suporte da segurança cibernética. “São pilares sobre os quais a gente tem que construir os conceitos da LGPD. Se a gente não tem esses alicerces de tecnologia, acaba ficando tudo exposto, como aconteceu com os salários dos servidores, os processos judiciais e até endereços de policiais, que no ano passado foram usados pelo PCC através de ataque hacker. Vimos no ano passado uma escalada nessa necessidade porque o Brasil se tornou o segundo país com mais ataques de ransomware no mundo.”

“Mais até que a preocupação com a LGPD em si, vemos a necessidade de uma cultura de segurança cibernética. Hoje tem fornecedor de equipamentos que tem 48 mil servidores expostos na internet por uma vulnerabilidade de hardware. Ter um olhar de ponta a ponta é ter equipamentos e usuários protegidos, para evitar ataques que permitam exposição e comprometimento de dados”, insistiu o executivo da Dell.

“Hoje os malfeitores estão sofisticados e não buscam um ataque generalizado, mas um usuário privilegiado com acesso à informação, um administrador de sistema com acesso ao datacenter. E ficam dormentes por meses, como aconteceu com o STJ no ano passado. E não importa se é datacenter ou nuvem, tem coisas que precisam ser feitas.”


Venda do Serpro traz insegurança jurídica e uso indevido de dados

Análise da Data Privacy Brasil aponta para necessidade de envolvimento da ANPD e ausência de exemplo internacional que justifique a privatização da empresa de TI do governo. 

Serviços digitais: RS lidera oferta. São Paulo e Rio decepcionam. DF não manda dados

Bahia, Paraná e Paraíba também se destacaram no Índice de Oferta de Serviços Públicos Digitais dos Governos Estaduais e Distrital, organizado pela ABEP-TIC.

Salvador é a sétima capital a aderir ao Gov.br

Plataforma dispõe de uma rede para impulsionar e integrar as iniciativas por um governo 100% digital. Distrito Federal, 12 estados e 42 municípios já aderiram.

Banco Itaú é multado em R$ 9,6 milhões por uso irregular de dados

Sanção foi aplicada pelo Ministério da Justiça ao braço de empréstimos consignados da instituição, advindo da compra do BMG, e aponta para violações à privacidade, consentimento, e exclusão de dados, todas previstas no Marco Civil da Internet.



  • Copyright © 2005-2021 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G