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Cientista-chefe do iFood define quem é o cientista de dados

Por Roberta Prescott* - 04/11/2020

Para ser um cientista de dados não é necessário ter formação em tecnologia, estatística ou computação. A carreira de Sandor Caetano, que, atualmente, é o cientista-chefe de dados do iFood, mostra a versatilidade da profissão. Formado em economia, aprendeu a programar almejando seguir carreira de trader no mercado financeiro, o que acabou se tornando a porta de entrada em um mundo novo para ele.

"Comecei a cursar economia, porque queria ser operador do mercado financeiro, trabalhar com ações, mas entrei neste mercado bem na época que foi a mudança do físico pelo eletrônico", contou em entrevista exclusiva à CDTV, do Convergência Digital.

Em estágios em bancos, Caetano acabou desenvolvendo as habilidades de programação, o que, mais tarde, se mostrou ser uma vantagem. Trabalhando em uma consultoria que fazia projeções para grandes empresas e viu o econometrista migrar para uma parte mais computacional, parecida com a atual ciência dos dados. "Dei a sorte de evoluir junto com a profissão", ponderou.

Em 2016, Caetano foi trabalhar no Nubank, onde permaneceu por três anos. "Ajudei a montar a área de ciência de dados no Nubank e lá consegui juntar toda a parte da consultoria, econometria e economia em uma empresa de tecnologia", disse.

O executivo entrou no iFood em 2019. Na entrevista, Caetano também falou sobre como está estruturada a área de ciência de dados no iFood e como o time trabalha junto para levar a cabo diversos serviços e soluções. A área tem 150 profissionais que estão divididos em quatro profissões: engenheiro de dados, engenheiro de machine learning, cientista de dados e analista de dados. 

Um dos desafios da plataforma é prever quantos pedidos serão feitos, uma tarefa complexa, uma vez que fatores alheios à companhia, como por exemplo, chuvas ou mesmo a pandemia, fazem o número de solicitações aumentar consideravelmente, transformando um dia, que seria comum, em uma "black Friday".

Para ele, o cientista de dados tem de estar em constante aprendizado, buscando especialização e novos conhecimentos em cursos. Para ele, a boa notícia da profissão é a quantidade de vagas abertas, mas, por outro lado, os requerimentos são altos. "É uma profissão que tem mudado muito. A cada dia que passa, vemos uma migração para o lado da engenharia de software", destacou. "Como profissional, você tem de ter capacidade de aprender rapidamente", acrescentou. Assista à entrevista completa:


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